Alma em Verso
Acervo

Poesias de Colmar Pereira Duarte

41 poesias

  • Metamorfose

    Colmar Pereira Duarte

    Que ele era uma alma boa todo pago já sabia. O ser bom depois que morre

  • Metamorfose

    Colmar Pereira Duarte

    Que ele era uma alma boa tudo pago já sabia. O ser bom depois que morre

  • O Ciclo da Espera

    Colmar Pereira Duarte

    Olhos longe, no verde das coxilhas, a espera pelo filho a cada tarde, como se ele voltasse das guerrilhas e não de seu ofício de campeiro.

  • Por Isso Canto, Talvez

    Colmar Pereira Duarte

    Aprendi a montar com um charrua. Moldou-me o sentimento lusitano e este porte, altivo e soberano foi herança do homem andaluz.

  • Prá Ser Sombra

    Colmar Pereira Duarte

    Cresci no meio dos pastos buscando o sol, por instinto. E foi a ânsia que sinto de desvendar minha sorte,

  • Quando digo um poema

    Colmar Pereira Duarte

    esse poema sou eu, nessas palavras que floresceram de mim, na minha fala, se há espinhos e o poema cala, a flor dos lábios – úmida, entreaberta-

  • Reincidência

    Colmar Pereira Duarte

    Amanhece sobre os campos. A bruma que se esgarça nos banhados E esconde as sangas E o capim molhado,

  • Romance de estrada e tempo

    Colmar Pereira Duarte

    Como rugas na testa da coxilha, vão-se estendendo as huellas paralelas. Ocultando, entre cardos e flexilha, o que a vida escreveu

  • Romance do Domador

    Colmar Pereira Duarte

    Foi domador, como tantos, mas domava como poucos. Do berço trouxera a sina de ginete e “saidor”;

  • Saga

    Colmar Pereira Duarte

    Com pão e vinho celebrei a vida Com os olhos no céu Trancei meu norte. Com mil cruzes

  • Tempo de Viver

    Colmar Pereira Duarte

    Um dia, Eu teria talvez uns vinte anos, Tomei coragem e encilhei o pingo Pra campear a sorte em outros pagos.

  • Tropa

    Colmar Pereira Duarte

    São tantos os bois da tropa que vão berrando, por diante; seguindo o som do berrante e o aboio dos repontes.

  • Tropa

    Colmar Pereira Duarte

    Que vão berrando, por diante; Seguindo o som do berrante E o aboio dos repontes.

  • Ultimo Ato

    Colmar Pereira Duarte

    A morte chegou de quieto, com alpargatas farpudas de tanto campear viventes.

  • Universos

    Colmar Pereira Duarte

    Alheio às conquistas espaciais, longe dos homens que engenham guerras, sabe apenas das coisas que o rodeiam nesse seu mundo,