Boizito Colorado
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Eta, boizito matreiro esse boizito de pêlo colorado que não tem parador! Não há, que eu saiba, nenhum aramado que ele não tenha rompido alguma vez.
Anoitece pastando, parece que muito aquerenciado. Mas qual! Quando a manhã despe o poncho da noite de sobre o lombo acocado das coxilhas, o sol já não encontra no potreiro esse boizito de pêlo colorado, - danado de matreiro!
Quando muito, no capim branquicento das geadas um peão mais vivo encontra meia dúzia de pegadas,
Mal comparando, a Felicidade é um boizito colorado - danado de matreiro! - que em nosso coração se aquerencia.
Fica no mais um tempão...
Até que um dia, foge o boizito deixando vazia a invernada de nosso coração!
Boizito inquieto, essa Felicidade, que só deixa o rastro vivo da saudade na grama seca da recordação!