Sementes do amanhã
Osvaldo Ataide
De um taura do passado Eu herdei esta semente. E num dia bem quente Eu quero, nos pagos plantar
2.725 poesias no acervo
Osvaldo Ataide
De um taura do passado Eu herdei esta semente. E num dia bem quente Eu quero, nos pagos plantar
Joel Capeletti
Longito... A tropilha mansa do tempo, lerda e numerosa, empurrando a vida aos bretes...
Fernanda Irala Gomes
O agosto já andava largo e as noites se encostavam em horizontes tão vagos...
Fernando Araújo
Mesmo que a chuva caia alagando os caminhos, os campos e os banhadais, que o vento sopre
Antônio Augusto Ferreira
Como me assusta, senhora, tanta demora no pousar-me os olhos verdes, prisão de quatro paredes,
Jurema Chaves
Vejo uma pobre senhora vagando a beira da estrada no asfalto ou na calada mostrando a desproteção.
Júlio César Paim
Há quem queira me fazer crer Que seus olhos escondem angústias... ...que um longo esperar – bordado em ponto cruz – as fez envelhecer, uma única noite de estrela...
Júlio César Paim
Então ali... Não me perguntes seus nomes, que elas estão muito além... ...muito além de um nome de mulher.
João de Deus Vieira Alves
A espada geme, brame , risca o ar Certeiro golpe, dando cabo a contenda Inimigo prostrado, vencido, entregue Num átimo a terra treme, um raio ilumina o campo
João Batista de Oliveira Gomes
Sou gaudério meio xucro Fui criado ao Deus dará. Na brincadeira sou piá Porque tive pouca infância,
Moisés Silveira de Menezes e Menezes Bastos
Sem assombros dos Açores para os açoites do sul mudança, mudando a sina. Um punhado de sementes
Egiselda Brum Charão
Os olhos de Leandro... São olhos luzentes que causam inveja aos olhos da boca-da-noite,
Jurema Chaves
Ser poeta é poder viajar na imaginação. vestida de ilusão. Vibrar a cada momento
Apparício Silva Rillo
Ser um homem do campo é estar na cidade de terno e gravata e ter a alma debruçada sobre os ombros como um pala de seda retovado
Adão Quevedo
Acharam Serafim morto, sangrando de solidão, sexta feira da paixão... Chora a tarde... Jaz o corpo.
Osiris Rodríguez Castillos
Sucedió una noche de hace ya... cien años Pablo Luna, un mozo “tapao” – un misterio – Llegó con su carga de amor y de agravios por un rumbo oscuro... borrado en el tiempo.
Rodrigo Canani Medeiros
Sereno é o orvalho que da noite brota -lágrima terrunha a invadir distâncias que nas manhãs claras se eleva ao céu! Sereno é o homem, firme em suas botas,
Lisandro Amaral
O sereno no rancho: vestiu-me de paz... E a saudade do mundo que anda a galope no lado de fora, Escorre nos dedos que choram segredos de luas e esporas...
Getúlio Abreu Mossellin
Pra onde vai nossa terra Com tanto lixo e veneno. O homem não é ingênuo, Pra não saber o que faz mal
José Mauro Ribeiro Nardes e Mário Amaral
Quando a saudade ponteia O meu tempo de criança Pelas linhas de “pescar” Trinam antigas lembranças
Lauro Teodoro
Serra, uma região selvagem Refugada dos campeiros, Onde o imigrante pioneiro, Domou, colônias e ladeiras,
Arabi Rodrigues
Das Vacarias de antanho, ao Posto da Guarda Velha; por entre avencas, bromélias, num mundo além do tamanho:
João Antônio Marin Hoffmann e Sebastião Teixeira Corrêa
Tava incrustrado no couro, já era herança de vidas... Queria cambiar deveras, de posteiro, minha lida, Quando o capataz matreiro deu-me um presente de grego, Já me esperava ençilhado, o maula de cabos negros...
Moisés Silveira de Menezes
Barba escura chapéu negro O lenço de um rubro forte Sobrepairando na gola Do poncho azul de baeta