Seu Esmilindro
Jayme Caetano Braun
Aquele ali, se esquentando, Que parece estar dormindo, É o velho “seu” Esmilindro Quando lhe falam, responde,
2.725 poesias no acervo
Jayme Caetano Braun
Aquele ali, se esquentando, Que parece estar dormindo, É o velho “seu” Esmilindro Quando lhe falam, responde,
Gujo Teixeira
(uma fábula de amor no campo) Seu espinho era do campo morador da serrania era lanceiro de noite mas era espinho de dia.
Alcindo Neckel
(I) Uma chave enferrujada se perdeu pela trilha do pensamento abstrato, onde o vazio preencheu o passado.
Moisés Silveira de Menezes
Estendeu-se o olhar pela lonjura, um pouco mais além do horizonte, onde moram a distância e a saudade. Para onde voa sempre o pensamento,
Moisés Silveira de Menezes
Talvez deva ser tristeza, Uma força tão estranha Que põe estrelas na insônia E a alma quase sem rumo,
Newton Meyer
No meio dos ventos, cortado de frio, Altivo e gaudério, no passo arredio, Lá vai o Rio Grande de espada na mão! Nas patas do pingo lha passa a querência,
Carmem C Varella
Siá Cecília não dizia verso, fazia chá. Com flor de macela,
Henrique Fernandes
A prudência do silêncio guarda o valor da palavra... ...palavra- trança redonda que dá mais fina lonca
Cristiano Ferreira Pereira
Triste!... É assim a mirada de teu semblante atual, Estagnado, sem menção maior Que a inquietude que provoca teu silêncio.
Jayme Caetano Braun
Silêncio de vento frio, murmúrios de pasto e lua, a estrela grande chirua tem fogonear de pavio;
Caine Teixeira Garcia
Nestes silêncios de barro e pedra Pelos "adentros" de mim, padeço... Há na incerteza, que vinga e medra lalvez a herança do que mereço!
Guilherme Collares
beijam a poeira da estrada que tanto boi já pisou... Um pensamento atropela... ... campeando rastros de um tempo
Júlio César Paim
Às vezes Penso que sou moça demais Para compreender o tempo. Outras vezes,
Cândido Brasil
Clareia o dia e um galo canta austero, um quero-quero alça vôo em saudação e o gaúcho que saltou com a boeira, se encontra à beira do velho fogo-de-chão.
Moisés Silveira de Menezes
Hino, Bandeira, Brasão a trindade principal Sob o céu da pampa grande Simbolismo imemorial.
Cristiano Ferreira Pereira
Mal fresteias um vistaço a tua volta, nesse ranchito humilde que te acolheu no mundo, para buscar saber onde estás
Jurema Chaves
Homem simples, da campanha, É pra ti meu vercejar, Neste singelo cantar Que aprendi desde cedo
Luciano Salerno
“Era boi... toca, toca... ...Olha a estrada boi...”
Henrique Fernandes
Brandia o vento no campo salmodiando um canto triste num preludio de saudade... A capa emaladita
Ubirajara Raffo Constant
Foi na festa do casório Da filha da Joana Mansa Quando eu olhava pras dança Que conheci sinhá Rita;
José João Sampaio
Quando me acho solito orelhando as madrugadas Vejo a ampulheta do tempo da força do capi’i E ouço os ventos silvarem nos peraus e nas quebradas Trazendo as vozes dos sinos do Império Guarani.
Pedro Vitor da Rosa Alves
Eu sinto falta, quando menor, Só pensava em brincar Onde comer terra era normal E todo mundo era amigo…
Cyro Gavião
(Homenagem ao 1º Congresso dos Poetas Crioulos) Da invernada crioula do meu peito, Eu trago repontada, assim, com jeito,
Maria Pampin
Sou prenda inda jovem, sei, Mas tenho conhecimento De aprender o que é de lei, Pra sofrenar sentimento.