Chimarrão da Saudade
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Canto em versos minha terra Em rimas canto meu pago Transmito o amor que trago Nas asas da emoção Coloco meu coração Na cuia do mate-amargo Com resquícios de saudade No peito fazendo afago.
Na bomba o gosto do beijo De alguém que se despediu E pra bem longe partiu Levando minha alegria Deixando a melancolia Neste meu peito vazio Uma imensa solidão Nas longas noites de frio.
E água quente parece Com o pranto que derramo Sempre que por ti eu chamo Na solidão que me envolve A vida não me devolve Da tua ausência eu reclamo Na cuia do chimarrão Vejo o rosto de quem amo.
Na erva sempre verdinha Vejo a luz de uma esperança Na minha alma criança Que ainda por ti espera Que tragas a primavera Na flor que o vento balança No encanto do teu sorriso Que guardo em minha lembrança.
Este porongo conserva O calor de tuas mãos. Que aquece meu coração Aqui nesta longa espera Já não sou mais quem eu era Levastes minha ilusão Quando então te despedistes Deixando este beijo triste Na bomba do chimarrão.
Hoje sorvendo este amargo Lentamente tão sozinha Sempre que chega á tardinha Acelerando o compasso. Da minha alma em pedaço Esperando a tua volta Eu te vejo abrindo a porta E me envolver em teus braços.
Este mate simboliza A minha amada querência Toda minha convivência Aumentando esta amizade O sonho, a realidade. Que contam uma existência. Do amor toda a essência no, chimarrão da saudade.