Balada do mate Só
Luís Lopes de Souza
È um mistério legendário, O atavismo silente Do chimarrão solitário.
2.725 poesias no acervo
Luís Lopes de Souza
È um mistério legendário, O atavismo silente Do chimarrão solitário.
Sebastião Teixeira Corrêa
Quem passa naquela estrada, pras bandas de Camaquã, Vê uma tribo abandonada, esquecida por Tupã... Raízes da pampa
Joao Pilati
Quando velaram o velho balseiro, Alvo, esticado, pavio de cabelo, Velas choravam na balsa de vê-lo, Pose de tronco entre lata e largueiro.
Jurema Chaves
Meu nome é......... Sou uma prenda mirim Gosto de viver assim, Cultuando a tradição
Valdorion Klein
NO RODEIO CRIOLO, A PRENDA SE INFEITA, PRA VER A LAÇADA PERFEITA, RECEBENDO A BANDEIRA,
Luís Lopes de Souza
Na pampa de alma selvagem Urgia clarins tronando, Era a pátria dos caudilhos Outra vez se abarbarando.
Jayme Caetano Braun
Da barranca do Oceano, onde me encontro acampado, tomando mate salgado, mais amargo que o pampeano,
Luiz Menezes
Nos dias negros de panelas magras Quando até a fome é canto de esperança, Olhava a estrada, cismarento e mudo... Mas era moço e a vida uma promessa.
Bruno Salvagni dos Santos
Gastando cascos surrados e suando lombos judiados, Pedro Anastácio se criou.
Mateus Neves da Fontoura
O frio que me corre a espinha percorrendo o corpo, Que me gela os ossos, o espírito e que me escarnece a alma.... É o gêmeo calafrio ... O arrepio-irmão da arritmia que me aquece a carne! Enquanto a boca me insiste em salivar as fantasiosas divagações de noite e calmaria... lembranças de um tempo que está logo ali, parece ontem!
Carlos Omar Villela Gomes
Batará, galo entonado, não floxas nem no lançante, Porque nasceste cercado por uma cepa maior; Batará, plumagem buena, um taura que se garante, Mas ninguém vê em teu semblante o que tens em sangue e suor.
Paulo de Freitas Mendonça
A flor calada quer amar ao beija-flor Que plana, beija e busca outra no jardim. O passarinho quer encontrar um amor E busca alguma que lhe diga suave sim.
Derly Silva
Minha guampa de cachaça de utilidade tamanha que trago sempre comigo nas festanças de campanha.
Jurema Chaves
Sou a beleza do pampa Desabrochando com graça, Orgulho de uma raça Altaneira e varonil,
Osvaldo Machado
Contemplando a natureza vi a pampa entardecer. Pois sem a luz do saber devo crer na providência.
Maria Luiza César
Fui ao campo pra rever Minha vidente campeira A flor de um mal-me Minha fiel conselheira
Juarez Machado de Farias
Bento Gonçalves chegando na Casa do Povo, E nada de novo aqui por São Pedro, Na rua calçada, em Piratini Lá vai um guri pedalando um brinquedo.
Carlos Omar Villela Gomes
Me tira esses “zóio”, “zoiúdo”, E vai procurar teus “cupinchas”... Sou cria do oco da grota E logo rebento tua cincha;
Vítor Bielaski
- Vem gente! Pra que será? - É esporão minha filha! Me traz um carretel de linha E um retalho de tecido
Moacir D'Ávila Severo
Minha velha, pega a cuia, Vamos matear, só nós dois. A vantagem destas brigas É o perdão que vem depois.
Aureliano de Figueiredo Pinto
Pobre ... Mas livre! Gauchito no sol-a-sol, sou o que sou. Pois nem dom Pedro Segundo não pôde - o senhor de um mundo!
Xavier Valter Fritsch
Traziam um brilho nos olhos E vieram na primavera, Tempo de sóis maduros dourando aguadas, Das lonjuras esverdeadas
Cyro Gavião
Homenagem a J. Simões Lopes Neto, No centenário de seu nascimento (1965). - Patrício, repare bem.
Odilon Ramos
Vai entrando, solidão. A casa é tua. Nesta hora em que a cidade se amortalha. Não há ruído aqui, nem lá na rua; Ninguém nos ouve, nem nos atrapalha.