Antenor de Vida e Sonho
Joseti Gomes
Antenor fechou os olhos de ver o que ninguém via... Muita coisa lhe doía feito pedra no sapato...
2.725 poesias no acervo
Joseti Gomes
Antenor fechou os olhos de ver o que ninguém via... Muita coisa lhe doía feito pedra no sapato...
João Benito Soares
Não sei porque motivo Que meu pago abandonei Pra outras bandas rumei Mesmo tendo experiência
Rodrigo Borges Bueno
As almas eternas que vagam no Além Aguardam também voltar a razão? Ou sem a emoção dos instintos carecem E assim permanecem na escuridão?
Alcindo Neckel e Vitor Lopes Ribeiro
Uma junta de bovinos no mesmo compasso moldados passo a passo criados no mesmo tino!
Marco Póllo Giordani
Me curvo de ti - Perpétuo vulto da história Pois trazes no peito a glória, Que o bronze reverencia,
Marco Póllo Giordani
Tapete verde-esmeralda Do campo bordado em flor, Coxilhas sem corredor Praias com beijos do mar!
Maria Luiza César
Desde invernos passados Eu vinha “te namorando” Em segredo dedicando Para ti todos meus versos
Marco Póllo Giordani
Pessegueiro - fim de tarde Quase varando setembro! venho da luita do dia Mais suarento e emplastado
Paulo de Freitas Mendonça
O silêncio prenuncia um vazio no universo estende o dono do verso como quem vela a poesia.
João Batista de Oliveira Gomes
Ao Pé do Fogo foi o nome Que apartei como sinuelo, A tropa é de todo o peão Que tirei da invernada,
Osmar Ranzolin
Um corpo tombou no campo revolvendo a polvadeira onde a sombra se estendeu.
Osmar Ranzolin
Naco verde de querência Fincado à beira da estrada, Que o vai-e-vem das tropeadas Deu razão de permanência,
Roberto Giordani
Ao empunhar um verso Que trouxe lá da fronteira D’onde três pátrias são lindeiras De cultura... campo e bravura
Apolinário Porto Alegre
Embora contra nós venha do mundo todo o poder, o valor dos Farroupilhas os fará retroceder.
Luciano Salerno
Escuto o silêncio, o compasso do dia em movimento e peito adentro desritmado meu singelo mundo. Frente aos olhos vislumbro um relicário matiz, a raiz de um alfarrabista protetor de mensagens.
Matias da Silveira Moura e Luciano Salerno
Antiga é a figura a silenciar projetada na estância. Onde por conta, só um fogo e o mate lhe fazem costado. O semblante que traz é gasto pelas tropeadas do tempo, Com olhos calmos, bombeia pensamentos e passado.
Lauro Antônio Corrêa Simões
Três anos! Três longos anos E ele voltava com seu jeitão de sempre, Bem de-a-cavalo e chapéu negro requintado. Decerto, envergando o mesmo tirador quase sem flecos;
Arabi Rodrigues
Um pouco mais da metade, deste século que passou; o serrano se levantou, ante o sonho, uma vontade,
José Carlos Batista de Deus
Sei, que a cidade que hoje habito há pouco tempo foi campo... Sei,
Luciano Salerno e Matias da Silveira Moura
Como um fim de tarde diante do firmamento... Parece que se foram os dias de sol naquela estância. O mate não cantou o ronco em voz de acalanto, O tempo sacando o poncho e velando seu pranto
José João Sampaio
O século Che ao final E o homem, eterno problema, Não equacionou o teorema Da fome e do ódio racial
Alcindo Neckel
O sol alumbra o calçadão pelas matrizes arbóreas que os muros de tijolos perfilam sua extensão!
Dimas Costa
Eu vi, sim Nossa Senhora desce, descer, inda agora, das pontas daquele cerro... Foi milagre! Foi milagre!
Ubirajara Raffo Constant
Nasci em um rancho crioulo Num quartito de só uma janela; Meu berço foi uma gamela Forrada por um pelego;