Aos Olhos Claros da Infância
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Escuto o silêncio, o compasso do dia em movimento e peito adentro desritmado meu singelo mundo. Frente aos olhos vislumbro um relicário matiz, a raiz de um alfarrabista protetor de mensagens. São parábolas e imagens que em tinta e papel... formam a menestrel transcendência dos pesonagens.
Sim, onde habitam mistérios de um mundo imaginário, Gira ao contrário o relógio do tempo tropeiro. Talvez, o cancioneiro coração sinta diferente o tempo presente e veja aqui, passados ciclos de vida. Entre as chegadas e partidas ter o mesmo brinquedo, mas alpedo, no olhar adulto ser matéria consumida!
Ser criança é ter amigos nas rosetas dos ventos. É ter sentimentos brincando com minhas bonecas. É entre peteca e cinco marias ficar horas inteiras... e com as singelas brincadeiras nunca estar sozinha. Então canto uma cantiga num carrossel completo, são notas em vôo liberto pelas horas inquietas... é viver a vida repleta de magia, num reino secreto.
Na forma da fotografia, sentir e diferenciar... pela vida, andar ao tranco petiço e lento. O lúdico movimento da futura esperança Sarandeia na contradança de todas as gerações, E as cintilações de um olhar calado, viajeiro, derramam-se por inteiro sobre a taipa das emoções.
Hoje, respiro minha realidade na luz da aurora. No pomar, aflora singela a flor da laranjeira, E vislumbro de alma inteira esta linda imagem. E a terra, armorial de visagens me convida Para correr sentida entre suas paisagens.
Mais que um poema, deixo um singelo pedido... Do que carrego comigo em pura verdade. Que desta vaidade o "ser humano" abandone! Mate a fome sendo mais humano de sentimentos... E doe momentos de atenção aos seus filhos! Então, o brilho do olhar mostrará o tempo que partiu, A infância que sorriu com brinquedos e imaginação despertando em seu coração a criança que um dia existiu!