Carregando poesias…Acervo
81 poesias
Leandro Araújo
O progresso pediu passagem, Rastro de um novo transporte. Levou na mala a coragem, A alma e o braço forte.
Mateus Neves da Fontoura e Zé Renato Daudt
Escora o peso do mundo, Com ombros de imensidão... Tesoura, caibro, oitão, Telhado, quincha e morada...
Adriano Silva Alves
Ainda te espero... No outro lado dos caminhos, Na outra face da saudade Na mesma voz dos silêncios.
Douglas Diehl Dias
O poeta tem na verve sua própria eucaristia, e em salmos de poesia benze a hóstia que recebe.
Joseti Gomes
A mão de pegar na pena, traçar caminhos de tinta, a mão de inventar palavras, do anjo, cortou as asas,
Marcos Roberto Paines Nunes
Floreando a barbela, “tiflando” uma copla - que há tempos é a mesma... Estampa “grongueira”, jeitão de fronteira, me vou... trote lento.
Matheus Costa
Este par de asas miúdas - gigante pra quem as sente - com destino diferente rompe lonjuras do tempo.
Carlos Omar Villela Gomes
0 tom do vento murmura teu nome Quando recorta a madrugada fria; Tem sonhos, sombras e assombros... Tem gosto de nostalgia.
Joseti Gomes
Escutem!!! É o apito do trem!!! Corram!!! Corram!!!
Matheus Bauer e Vitor Lopes Ribeiro
N’outro tempo fora estância o que ficou por tapera neste fundão de invernada...
Rodrigo Bauer
I Não me perguntes do gaúcho velho! Do lenço branco a esvoaçar no vento... Há a nossa essência no seu testamento
Gilberto Trindade
Já viu a luz como guacho Por deserdado da sorte… Depois de enganar a morte Pegou entono ligeiro…
José Luiz Flores Moró
No meio de um mate e outro Remonto as sobras de mim Que se perderam a lo largo Quando a vida me quedou
Antônio Dirceu Barbosa
Rondando mansa, pelas frestas de um galpão com trastes de monarquia - releitura presa em dias -
Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
Partiu... Se foi embora ao romper da madrugada, Não levou as malas, nem se despediu. Só deixou pra trás dois ou três pertences,
Danilo Kuhn
Rivais em um descampado, arma em punho, bem chairada, sede por honra lavada, coração descompassado...
Maximiliano Alves de Moraes
A noite estendia o poncho E o redomão rabicano Se desenhava na estrada Co’a sombra do luar cheio.
Silvio Aymone Genro
O silêncio soluça No fundo do poço... Enquanto as roldanas Cantam aos ventos!
Matheus Bauer
I Na frincha aberta, a força do Minuano conta histórias de um tempo que descansa, no escombro da parede e na lembrança,
Luís Lopes de Souza
Gato preto é mau presságio malgrado na sexta feira, é o “coisa ruim” disfarçado rondando a lenda crendeira...
Rodrigo Canani Medeiros
Noite escura se aprofunda no rumo do Capão Alto, o céu não regala estrelas nem descortina a minguante. Cheiro de chifre queimado e um silêncio que perturba... Nem o piar da coruja rompe torpor dessas trevas,
Matheus Costa
Este livro envelhecido Tem marcas que eu mesmo fiz E a própria vida hoje quis Dar conta do que guardei...
Jurema Chaves
Nosso menino partiu! E a guitarra se calou Num protesto dolorido. Quedou-se triste em seu canto
Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
E lá se ia o tal velho Com quatro cestos nas costas, Cheios de palhas e sonhos... Frente aberta nessa estrada,