Alma em Verso
Acervo

Poesias de Carlos Omar Villela Gomes

71 poesias

  • O QUE PROCURO...

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não está à mercê das traças nem da poeira insistente... Não se encontra dentro de algum livro Nem colado nas folhas de um caderno. O que procuro não está nos envelopes velhos, nos jornais antigos

  • O Saci de Duas Pernas

    Carlos Omar Villela Gomes

    O Saci de duas pernas Resolveu passear aqui... Veio de longe, faceiro Diferente do que eu vi.

    Poemas Para a Infância - 10º Celeiro da Poesia
  • O Sétimo Dia

    Carlos Omar Villela Gomes

    O sétimo dia chegou cedo... Cedo demais ou me perdi nas contas E eu aqui, sem uma flor sequer; Sequer um choro pra lavar minha alma,

  • O Velho Testamenteiro

    Carlos Omar Villela Gomes

    O velho testamenteiro abriu quieto o envelope Que exigia sua função... Na sala escura a família, num luto dos bem sentidos, Aguardava o conteúdo do envelope timbrado...

    16ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Ocaso

    Carlos Omar Villela Gomes

    O ocaso deu “-oh de casa!”, sem nem eu ver de onde vinha... Chegou bem mais que montado, mas sequer se apresentou; Quando notei, fui tomado de assombros e ladainhas Em uma prosa mesquinha com quem jamais me escutou.

    II Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Olhos Negros

    Carlos Omar Villela Gomes

    Passo a passo, tento a tento, A vida segue seu tranco Pelos fundões desses campos Que São Pedro apadrinhou.

  • Os Caveiras e o engodo da Morte

    Carlos Omar Villela Gomes

    Os olhos nem se cruzavam desde a saída pra lida... Um vinha mais que montado num baio que era um colosso,

    10ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Os Primeiros Ventos

    Bianca Bergmam e Carlos Omar Villela Gomes

    Os primeiro ventos sopraram sobre a Terra imóvel... Dando movimento para as sangas rasas, Onde os anjos puros se banhavam nus.

    I Sinos do Verso Gaúcho
  • PRANTO E P_

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não! Não pronuncies mais meu nome! Estás totalmente proibida... Te nego integralmente esse direito Com a mesma lei que me negou a vida!

  • Prenhes

    Carlos Omar Villela Gomes

    Minha alma está prenha, barriguda... Não sei se de pandorgas, cata-ventos; Ou seriam girassóis extemporâneos Contrariando o grande astro em movimento?

    I Garimpo da Poesia Gaúcha (Virtual) - São José do Ouro
  • Quando o Sol Caiu

    Carlos Omar Villela Gomes

    Quando o sol caiu não solucei, Enchi o peito com o ar que ainda tinha E pensando estar pensando não pensei.

    II Querência da Poesia Xucra
  • Quilombo do Morro Alto

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não me digam que sou negra de alma branca, Pois minha alma tem a cor que eu mesma ostento! Negra minha pele, sim senhores, Negra minha alma, com orgulho!

    11ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Rancho de Luz

    Carlos Omar Villela Gomes

    Sentado à mesa, o mate novo, a vela acesa, o olho turvo Ouço mil cascos em disparada, lá por de trás da coxilha E o Negrinho gorjeia seu riso, por ter achado a tropilha Dou-te o lume da vela, a prece prometida

  • Redenção

    Carlos Omar Villela Gomes

    Domingo ensolarado neste outubro febril Onde caminho sem pressa, despretensiosamente, Ou melhor, com a mais singela pretensão De quem, apesar de interiorano,

  • Romance das Nove Estrelas

    Carlos Omar Villela Gomes

    São nove estrelas que eu vejo deste meu apartamento... Nove estrelas que se mostram nas funduras do que penso; São estrelas de saudade, de alma e de sentimento, Me trazendo um céu de sonhos, bem maior que o próprio tempo.

    VII Esteio da Poesia Gaúcha
  • Sangrador

    Carlos Omar Villela Gomes e Mateus Neves da Fontoura

    Pulsa um verso dentro da alma Pela artéria da poesia, Onde a vida principia E a folha, em branco, inquieta

    IV Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Solidão e Paz

    Carlos Omar Villela Gomes

    Meu olhar revoa nesta hora mansa, talvez um anjo me acarinhe agora; os sonhos vertem cores, a singrar lembranças... As cores de paisagens que jamais perdi.

  • Todos os Ventos

    Carlos Omar Villela Gomes

    O coração que nos leva pulsa forte E mostra em seu sangue porque veio... Porque se inscreveu nestes silêncios Que marcam suas pegadas pela areia.

  • Últimos Carreteiros

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não sou as rugas e os cortes Que a vida marca em meu couro... Sou bem mais que algum lamento À beira deste fogão.

    10ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Um Sonho e Nada Mais...

    Carlos Omar Villela Gomes

    Espalhou na madrugada seu olhar, Como campeando os motivos Dos tantos rastros deixados, Dos retratos apagados

  • Um Violão Abandonado

    Carlos Omar Villela Gomes

    A noite beijou meu rosto com ar de mãe carinhosa, Desenredou sua prosa entre sussurros perdidos;

    14º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • Uma Corrente Chora

    Bianca Bergmam e Carlos Omar Villela Gomes

    Uma corrente chora a dor de seus fantasmas, Na dor da morte, a eternidade a lhe assombrar; Aprisionada por si mesma ela soluça Prantos ocultos pelos uivos do lugar.

    17º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • Verso e Reverso de uma Medalha de Guerra

    Carlos Omar Villela Gomes

    Tremem minhas mãos neste momento, A voz que chama tem um timbre ácido... O espelho frente aos olhos refletindo as cores De uma bandeira linda que empunhei sem medo.