DESAMOR
Carlos Omar Villela Gomes
Gota a gota, afogou o que era belo E eu finei na torre alta de um castelo Que, sem base, foi criado pra afundar.
14ª Sesmaria da Poesia Gaúcha71 poesias
Carlos Omar Villela Gomes
Gota a gota, afogou o que era belo E eu finei na torre alta de um castelo Que, sem base, foi criado pra afundar.
14ª Sesmaria da Poesia GaúchaCarlos Omar Villela Gomes
Suspira a folha amarela De um caderno envelhecido, Como buscando respostas Que ninguém mais encontrou;
Carlos Omar Villela Gomes
Tudo parte de um fogo quase extinto e uma pequena cruz Onde um rosto sofrido parece me olhar... Já não há dor, mas sim uma saudade mansa Que não me abandona nem me deixa esquecer.
Carlos Omar Villela Gomes
Sob meus pés o silêncio, Sobe meus pés o destino De gerações estraviadas Pelas pateadas do tempo .
Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
“ Abrindo nossos trabalhos Pedimos a proteção Ao nosso Pai Oxalá Para cumprir nossa missão.”
24ª Sesmaria da Poesia GaúchaCarlos Omar Villela Gomes
Eu vi uma fada gaúcha... Voava no meu coração; Pilchada com suas asinhas, Luzia encanto e paixão.
Carlos Omar Villela Gomes
Como chegou, ninguém sabe, Ninguém viu nem se importou... Apenas passos cansados E um silêncio que restou.
Carlos Omar Villela Gomes
“ Hoje é um dia bom pra se morrer...” Pensou repentinamente, sentindo a alma nos olhos... Assuntou consigo mesmo na paz da varanda antiga...
Carlos Omar Villela Gomes
Jaime abriu os olhos mansamente, Num silêncio de poço... Sentou, fechou um palheiro, Olhou pra os lados mas não viu ninguém...
Carlos Omar Villela Gomes
I Um mundo de silêncio e pedra bruta Jazia sob as nuvens carregadas; No sangue, que verteu de tantas lutas...
22ª Sesmaria da Poesia GaúchaCarlos Omar Villela Gomes
0 tom do vento murmura teu nome Quando recorta a madrugada fria; Tem sonhos, sombras e assombros... Tem gosto de nostalgia.
II Esteio da Poesia GaúchaCarlos Omar Villela Gomes
A minha casa na árvore É um castelo encantado; Meu pai ergueu cada tábua E terminou seu telhado.
Carlos Omar Villela Gomes
A aura do poço era densa, Não fazia jus à água que acolhia... A água vinha da terra, do fundo da terra, O poço veio dos homens, da sede dos homens.
Carlos Omar Villela Gomes
Poesia é flecha, a alma é um arco... Futuro é um alvo que a alma tem; Estamos todos no mesmo barco... Se ele naufraga vamos também!
Carlos Omar Villela Gomes
Voluntário! Falou. Não disse o nome, mas não foi esse o apelido que ficou... Os nervos de aço, os braços de tarumã, grandes olhos negros feito a própria guerra
4ª Sesmaria da Poesia GaúchaCarlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
Partiu... Se foi embora ao romper da madrugada, Não levou as malas, nem se despediu. Só deixou pra trás dois ou três pertences,
IV Esteio da Poesia GaúchaCarlos Omar Villela Gomes
O tempo tem movimentos que o eterno ignora, A eternidade é um momento que soma todas as horas. Não concebe pensamentos se esvaindo a cada instante, Pois somente resta eterna a ideia que se garante.
V Tertúlia da Poesia - Santa MariaCarlos Omar Villela Gomes
Os olhos voaram longe com asas rubras de sangue E até a penumbra calou... O gosto afiado do aço ainda pairava cortando O tempo escasso de alguém.
Carlos Omar Villela Gomes
O grande anão não usava alpargatas Nem botas de cano alto... Andava de pé no chão. Ia despacito criando rumos no seu itinerário incerto
Carlos Omar Villela Gomes
Picava fumo meio sem jeito naquela hora sebruna; Era um fumo dos buenos, amarelito, “flor de tropa” do bolicho velho, Era um homem dos buenos, bem gaúcho,“flor de tropa” de qualquer galpão.
Carlos Omar Villela Gomes
O talho que fere fundo não mostra a sina da faca... a faca é mais que seu corte... É mais que o golpe do braço.
Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
E lá se ia o tal velho Com quatro cestos nas costas, Cheios de palhas e sonhos... Frente aberta nessa estrada,
III Esteio da Poesia GaúchaCarlos Omar Villela Gomes
A pedra inerte mirava o tempo inquieto passar Firmava o olhar de pedra nas horas, sempre corridas; A pedra não tinha febres na sina de não andar... Queimava pelas fogueiras do seu desejo de vida!
Carlos Omar Villela Gomes
Cavei um poço pra mim Que cobre além do pescoço; É um poço velho, sem fim, Maior que o mais fundo poço.
II Festival Unidos pela Tradição (Virtual) - Tapejara