Ao Expedicionário
Marco Póllo Giordani
Me curvo de ti - Perpétuo vulto da história Pois trazes no peito a glória, Que o bronze reverencia,
35 poesias
Marco Póllo Giordani
Me curvo de ti - Perpétuo vulto da história Pois trazes no peito a glória, Que o bronze reverencia,
Marco Póllo Giordani
Tapete verde-esmeralda Do campo bordado em flor, Coxilhas sem corredor Praias com beijos do mar!
Marco Póllo Giordani
Pessegueiro - fim de tarde Quase varando setembro! venho da luita do dia Mais suarento e emplastado
Marco Póllo Giordani
Primeiras penas cobriam O vulto do caranchinho Que aos poucos ia crescendo... Olhando o mundo tão vasto
Marco Póllo Giordani
Sou cria daqui... Veja vancê aquela reboleira De espinho... Onde ainda restam rastros de morada...
Marco Póllo Giordani
Por que é que me encaras tanto - Chininha agourenta? Que mistérios existem nesse olhar!?
Marco Póllo Giordani
Cor de cuia mui costeada... Garrão fino e anca roliça. Olhar negro que enfeitiça E derruba o taura cristão!
Marco Póllo Giordani
Bandeou-se à noite – e com ela – Miragens de um sonho largo! Há um borralhão no nascente - meio de brasa e de cinza -
Marco Póllo Giordani
Meus filhos indagaram-me sobre o vento: - De onde vem o vento? - Ah!... o vento...falei-lhes com paciência... Esse campeiro inquieto,
Marco Póllo Giordani
Dos meus recuerdos de piá, Me vem - o velho Jovino. Corpo sofrido - franzino, Chapéu grande e barbicacho;
Marco Póllo Giordani
Gumercindo Saraiva Falqueja a história - teu nome À ponta de daga e lança
Marco Póllo Giordani
Que pensas, velhito, Sentado - solito, Com a cuia na mão?
Marco Póllo Giordani
Meu pala de lã franjado Xucro aconchego pampeano, Resguardo onde o minuano Geme...geme e não bandeia!
Marco Póllo Giordani
1ªparte MACHO
Marco Póllo Giordani
Amoitam-se fêmeas Nos cantos da sala Do rancho barreado.
Marco Póllo Giordani
Sangra a coxilha na aba do poente... Esvai-se a tarde!! Há um cheiro de capim vindo do campo E um rumor de água da vertente.
Marco Póllo Giordani
Sobre esplêndida campa em verde-ouro, De nimboso recanto sobre o mundo, Muito além do Paraíso, Purgatório, Ou do inferno que Alighieri arremessou-nos,
Marco Póllo Giordani
Resmunga a cordeona Nas largas manoplas E as chinas bombeiam Pros cantos da sala.
Marco Póllo Giordani
Fulgentes moirões da história Lances marciais do passado. Chão vermelho que legado Por sangue dos ancestrais,
Marco Póllo Giordani
Os horizontes se achicam aos olhos do campeador. Aqui... as barbas de bode
Marco Póllo Giordani
Astúcia e manha escondida - Naquele olhar sorrateiro Farejando um galinheiro, Na noite fria e chuvosa!
Marco Póllo Giordani
Águas puras que rolaram Na cascata da existência! Infância é como uma essência De arte - de ingenuidade.
Marco Póllo Giordani
- Retrato o gaudério nesta estrofe que diz assim: Gaudério é vertente humana Serpenteando pelo chão
Marco Póllo Giordani
Num domingo de mormaço Lá na fazenda do passo - Na cancha do velho Juca Corria a égua Mutuca