Meu Pala de lã Azul
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Meu pala de lã franjado Xucro aconchego pampeano, Resguardo onde o minuano Geme...geme e não bandeia! Me lembras quando esvoaceias Uma bandeira gaudéria Em cujo mastro esta artéria, Tão inquieta - gaudereia.
Em teu quentume abraseado De pura lã de carneiro, Palmilho o chão missioneiro Nas rudezas do relento!! Me trazes - neste acalento A macanuda impressão, De carregar um tição Dos fogões de acampamento.
Quantas vezes - pala vellho, Jamais esqueço por certo Te estendi no campo aberto Num jeito tão caprichoso! E aquele corpo mimoso, Ao luar resplandecia: E entre soluços dizia; - oigate... pala meloso!!
E depois por muito tempo Tu conservavas o cheiro Daquele trago campeiro Que a gente bebe escondido; Pois tudo o que é proibido Tem um sabor diferente Inda mais quando há na gente, Este amor nunca esquecido!!
Pala velho de valor Meu abrigo de andarilho... Nesta estampa de caudilho, Majestosa e diferente, Me dás um ar de imponente E mesmo cá na cidade, Eu desfilo - com vaidade, Em altas rodas de gente!!
E um dia - meu pala velho... Quando meu corpo alquebrado, Contemplar teu azulado Já um tanto cheio de rombo, Serás no último tombo... Onde a agonia se expande, - O céu azul do Rio Grande debruçado nos meus ombros!!