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20 poesias
Carlos Omar Villela Gomes
Se não estás aqui não tenho culpa, Mas se eu estou aqui, a culpa é tua! Não soube dos teus trancos e teus sonhos, Nem lembro dos teus passos pelas ruas.
Carlos Omar Villela Gomes
Não sei se vem de longe este desejo que me faz navegar tantos mates... Um beijo doce transborda no manto azul dos meus sonhos,
Carlos Omar Villela Gomes
Meu tio tem uma montanha... É uma montanha encantada! A grandeza da paisagem Contraponteia meus passos,
Carlos Omar Villela Gomes
Eu sou apenas palavras Pelas palavras de alguém; Eu não respeito ninguém, Apenas semeio o nada.
Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
As asas da poesia não têm plumas Mas revoam muito além do céu imenso; Levam junto as raízes do que penso E propagam claridade frente às brumas.
Carlos Omar Villela Gomes
Me tira esses “zóio”, “zoiúdo”, E vai procurar teus “cupinchas”... Sou cria do oco da grota E logo rebento tua cincha;
Carlos Omar Villela Gomes
O vento vil não me verga Nem quebra a fibra da estampa Que o lombo forte do pampa Um dia viu florescer;
Carlos Omar Villela Gomes
Não se debruçam meus sonhos Em parapeitos rachados... Nem nas janelas gradeadas Que teimar em se fechar.
Carlos Omar Villela Gomes
Gota a gota, afogou o que era belo E eu finei na torre alta de um castelo Que, sem base, foi criado pra afundar.
Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
“ Abrindo nossos trabalhos Pedimos a proteção Ao nosso Pai Oxalá Para cumprir nossa missão.”
Carlos Omar Villela Gomes
Como chegou, ninguém sabe, Ninguém viu nem se importou... Apenas passos cansados E um silêncio que restou.
Carlos Omar Villela Gomes
“ Hoje é um dia bom pra se morrer...” Pensou repentinamente, sentindo a alma nos olhos... Assuntou consigo mesmo na paz da varanda antiga...
Carlos Omar Villela Gomes
I Um mundo de silêncio e pedra bruta Jazia sob as nuvens carregadas; No sangue, que verteu de tantas lutas...
Carlos Omar Villela Gomes
Voluntário! Falou. Não disse o nome, mas não foi esse o apelido que ficou... Os nervos de aço, os braços de tarumã, grandes olhos negros feito a própria guerra
Carlos Omar Villela Gomes
O sétimo dia chegou cedo... Cedo demais ou me perdi nas contas E eu aqui, sem uma flor sequer; Sequer um choro pra lavar minha alma,
Carlos Omar Villela Gomes
O velho testamenteiro abriu quieto o envelope Que exigia sua função... Na sala escura a família, num luto dos bem sentidos, Aguardava o conteúdo do envelope timbrado...
Carlos Omar Villela Gomes
Os olhos nem se cruzavam desde a saída pra lida... Um vinha mais que montado num baio que era um colosso,
Carlos Omar Villela Gomes
Não me digam que sou negra de alma branca, Pois minha alma tem a cor que eu mesma ostento! Negra minha pele, sim senhores, Negra minha alma, com orgulho!
Carlos Omar Villela Gomes
O coração que nos leva pulsa forte E mostra em seu sangue porque veio... Porque se inscreveu nestes silêncios Que marcam suas pegadas pela areia.
Carlos Omar Villela Gomes
Não sou as rugas e os cortes Que a vida marca em meu couro... Sou bem mais que algum lamento À beira deste fogão.