Alma em Verso
Poeta

Loresoni Barbosa

26 poesias

  • A Quem ficou na soleira

    Loresoni Barbosa

    Quem são esses homens com ânsias de pátria, que alçaram coragem pra fazer história

  • Depois das Trincheiras

    Loresoni Barbosa

    Um clarinaço descamba rasgando o fio do horizonte e um temporal vem rasante tapando a pampa de poeira,

  • Depois dos Campos Talvez

    Loresoni Barbosa

    Um raio coiceou no espaço retumbando na madrugada muda. Ficaram rastros e pêlos bordando o chão da mangueira,

  • Dos Olhos pra Dentro

    Loresoni Barbosa

    Hoje; meus olhos do avesso Lavaram a alma e silêncio, Molharam lembranças boas Choveram mesmo! Pra dentro.

    I Garimpo da Poesia Gaú cha (Virtual) - S. J osé do Ouro
  • Elegia a Patria Amada

    Loresoni Barbosa

    Sombreando a beira da estrada passam os filhos bastardos que a pátria mãe esqueceu, buscam a parte que cabe

  • Elegia ao Ultimo Inverno

    Loresoni Barbosa

    As lembranças vem a galope com a saudade nos tentos, e atropelando a memória faz-me rever a história

  • Estação 93

    Loresoni Barbosa

    Uma legião de centauros mete a cara na fronteira zombando a sorte dos ventos, pelo perfil da coluna

  • Estiagem

    Loresoni Barbosa

    Nessa miséria campeira já não dou graças a Deus, maldigo as nuvens covardes que vem no final das tardes

  • maneia de almas

    Loresoni Barbosa

    Debandaram-se os poetas a descobrir novos caminhos, que nos levem ao passado sem nos tirar os sentidos.

  • Monumentos

    Loresoni Barbosa

    Quem os vê na estampa - alma em bronze puro - de lança e sabre descansado às mãos, - meio soldados sob um talabarte, meio gaúchos poncho e pés no chão - não imagina que esta galhardia

  • Na Inocencia dos Mates

    Loresoni Barbosa

    Quando te foste pro povo co’a mala cheia de planos, logo achei que os desenganos e rebencassos povoeiros,

  • Na Penumbra dos Luzeiros

    Loresoni Barbosa

    Lá, na beirada do rio grande onde a brancura das dunas degrada o verdor dos campos e a imensidão azulada,

  • O Ciclo das maos

    Loresoni Barbosa

    Estas rudes mão que agosto intangue Co’a benção das geadas ventanias, Parecem fortes para as rédeas cruas, Mas são frágeis conchas a esmolar os dias.

  • O Visionario e seu Deus

    Loresoni Barbosa

    Desprovido de vaidades com a alma impregnada de bondade e de clemência, saí pra ver a querência

  • Pássaro do Mundo

    Loresoni Barbosa

    A razão desse riso ausente Na palidez dos meus lábios, é que trago alguns ressábios da vida e uma saudade antiga, teimosa,

  • Payador em Preto e Branco

    Loresoni Barbosa

    Larguei as loncas pra um lado E me amasiei com a gajeta Pensei, Não são cordas cruas que maneiam

  • Quando um passaro deixa o ninho

    Loresoni Barbosa

    Hoje; meus olhos órfãos de lágrimas Desprenderam-se do eterno outono Desprezaram horizontes largos, Despiram-se de dor e madrugadas

  • Recomeço de um Ginete - Loresoni Barbosa

    Loresoni Barbosa

    Um par de esporas e um manguito debochado, Um santo sob o sombreiro - por vezes mui preocupado – De prata a rastra oriental reluz no seu tirador, E dois cavalos de muda garantem o estradeador.

    17º Bivaque da Poesia Gáucha
  • Regalo a seu ze das lavras

    Loresoni Barbosa

    Ecoou ausência nas tropas, nos prados, pelos bolichos... - Saudade pra quem fica, esperança pra quem vai

  • Romance do guasqueiro So

    Loresoni Barbosa

    Agosto alçou o poncho sobre os ombros da coxilha, entranhando nas canhadas todo sabor da invernia.

  • Saudades da Vida

    Loresoni Barbosa

    No final de um corredor, o derradeiro cerro vigia, sombreia as tardes de inverno, que além de ocas e frias