Alma em Verso
Festivais

Garimpo da Poesia Gaúcha

1 edição · 10 poesias

I Garimpo da Poesia Gaúcha (Virtual) - São José do Ouro

  • Água Boa

    Gujo Teixeira

    Está em cada palavra... Sob a custódia dos ventos o meu silêncio e o intento de perpetuar o meu tempo...

  • Amadrinha/Dor

    João Batista de Oliveira Gomes

    Potrilho atado ao palanque, cola varrendo o chão... Domador enforquilhado, retumbando o coração, E o amadrinhador, bem montado, atento ao aceno da mão...! O bruto sai corcoveando, o outro surrando cruzado.

  • Dos Olhos pra Dentro

    Loresoni Barbosa

    Hoje; meus olhos do avesso Lavaram a alma e silêncio, Molharam lembranças boas Choveram mesmo! Pra dentro.

  • Fragmentos da Cruz

    Adriano Silva Alves

    Um resto de noite na idade dos olhos tingidos de luz... Um Cristo ao avesso, e um novo começo pra os braços da cruz.

  • Me identifico Campeiro

    Marcos Roberto Paines Nunes

    Eu pouco sei de cavalos e da lida campo a fora, Não sei mistérios de campo, nem a lua pra enfrenar. Mas essa gente grongueira, que acorda arrastando espora E faz do campo sua vida, aprendi a respeitar.

  • Negociador do Futuro

    Dionilara de Oliveira

    Olhos ariscos de quem foge do fogo. Miram lentamente o mar verde araucárias. Quem negocia o futuro não sabe o que vai comprar. Sua vontade era riqueza.

  • Onde Andará o Missioneiro?

    José Luiz dos Santos e Arabi Rodrigues

    Os ventos da liberdade não sopram na madrugada, aprisionando em silêncio, campeiros que se bandearam

  • Para Viver de Saudades

    Jadir Oliveira e Vianei Oliveira

    Depois que vim lá de fora nunca mais contei estrelas Com tanta luz na cidade, mal e mal consigo vê-las. Depois que vim lá de fora muita coisa em mim mudou Talvez não seja a metade de tudo aquilo que sou.

  • Prenhes

    Carlos Omar Villela Gomes

    Minha alma está prenha, barriguda... Não sei se de pandorgas, cata-ventos; Ou seriam girassóis extemporâneos Contrariando o grande astro em movimento?

  • Rodeio das Almas

    Edson Marcelo Spode

    Tem pouca gente que sabe E bom nem dar muita cancha, Mas quando a noite se arrancha E só as estrelas tropeiam,