Alma em Verso
Festivais

Celeiro da Poesia

2 edições · 22 poesias

Campos Novos, SC

5º Celeiro da Poesia – Campos Novos – SC

  • A Margem de Lá do Aqueronte

    Paulo de Freitas Mendonça

    As margens do Aqueronte nunca foram irmãs gêmeas porque também somos únicos na multidão ante o todo. Possuem ancoradouros que só Caronte os conhece... A margem que ninguém busca, mas que todos vão chegar

  • Causo de Caipira

    Ailson João de Giacometti

    Meus filhos sentem aqui Por favor queiram escutar Uma história interessante Pra vocês eu vou contar.

  • Celeiro

    Adão Quevedo e Jadir Oliveira

    Semeei sonhos e quimeras pelas terras onde andei... Das sementes que plantei colhi trigo, fiz o pão, arei bem, meu coração... Guardei meus versos singelos e o que restou de mais belo no celeiro da ilusão... Foram safras de emoções, de guitarra e poesia, pra encher a vida vazia e espantar a solidão.

  • Luz

    Henrique Fernandes

    Luz amarela Que enfeita a janela De um quarto de ronda Luz flamejante

  • Mal Falada

    Silvio Aymone Genro

    Chica Bacuda é a chinoca Mais amada e odiada E também a mais mal-falada Entre as mulheres da vila!

  • O Poeta

    José Milton Machado

    Quando me perguntaram: Como você consegue ser poeta Num mundo dominado pelo bruto, Conturbado e fatídico?

  • O Tropeiro

    Osmar Ranzolin

    Lá vem o tropeiro! O tropel na estrada Da rica mulada Que traz o cargueiro,

  • O Último Doce Amargo

    Gabriela Mecabo

    Sentado recluso na varanda da envelhecida choupana Punha-se o sol rapidamente atrás do morro O amargo doce na mão, ignorado Observando as águas inquietas do grande rio, a correr...

  • Paisagem do Sul

    Moisés Silveira de Menezes

    Baio estrela, cabos negros trote largo, Inácio Rosa recolutando recuerdos pela estrada das missões.

  • Retrato das Quatro Moças

    Joseti Gomes

    Quatro moças perfiladas posavam para o retrato... Quatro desejos distintos sob a estampa colorida... Quatro olhares pra vida, sem traços de sofrimento... Uma lente revelando quatro moças bem vestidas...

  • Um Olhar para Casturina

    José Luiz Flores Moró

    Eu vi Casturina no fogo de chão, Na fôrma do pão que vai para as brasas, Nas gastas bandeiras da roupa lavada Secando as aguadas na cerca "das casas".

  • Zumbi

    Carlos Roberto Hahn

    No terreiro, se desfaz a madrugada. Na alvorada, há flores já murchas no chão. Ogum se foi. Ficou o Zé Francisco. O Chico empresta o cavalo pra Ogum.

Poemas Para a Infância - 10º Celeiro da Poesia

  • A Infância Alcança no Estrivo

    Matheus Costa

    A infância alcança no estrivo, logo que acordam os galos... ... enquanto um braseiro vivo acorda o dia, em estralos. Clareia escuros profundos que a madrugada guardava com a “pontezuela” do mundo, que é o brilho da estrela D'alva!

  • A Menina e a Fada do Dente

    Adão Pedro Bernardes

    Vivi a tão pouco tempo A primeira dentição E quase sem me dar conta Fiquei com um dente na mão.

  • Gurias de Pano

    Joseti Gomes

    Ser mãe nos dias de hoje é uma coisa complicada! Tenho três filhas de pano costuradas, ponto a ponto...

  • Herança de um Piá

    Jadir Oliveira

    Olhando o rancho tapera com o semblante já puído O telhado esburacado e o oitão quase caído. Fiquei parado em silêncio ao lembrar porque eu vim Pra ver de perto as histórias que o vovô contou pra mim.

  • Lanterna de Vagalumes

    Adão Quevedo

    Eu brincava de lanterna de vidro, com vaga-lumes. Eu embretava as estrelas

  • Meus Pingos de Lei

    Cândido Brasil

    Gaúcho flor de campeiro, assim nasci e me criei, tendo meus pingos de lei na forma, o tempo inteiro,

  • O Saci de Duas Pernas

    Carlos Omar Villela Gomes

    O Saci de duas pernas Resolveu passear aqui... Veio de longe, faceiro Diferente do que eu vi.

  • Quadrilha de Sonhos

    Alex Brondani e Gilson Parodes

    Nos caminhos dos meus dias Me ajustei e vim formar, Uma quadrilha de potros Pros meus sonhos encilhar.

  • Se Uma Criança Floresce

    Arnaldo Panerai

    Eu sou criança e floresço Sempre que alguém paga o preço De me ensinar bons valores Eu sou criança e na vida

  • Tropilha de Sonhos

    Delonei Bergamo Picoli

    Me atrapalho com as esporas, mas não tiro do garrão. O meu potro é um ventana, uma flor de alazão.