O Poeta
Quando me perguntaram: Como você consegue ser poeta Num mundo dominado pelo bruto, Conturbado e fatídico? Respondi: Escrevendo! Pois quando pego na pena Minha alma se inspira Como um novo ser... Fazendo de mim refém de lágrimas De sonhos desfeitos, feitos, De amores destruídos, vividos, Do encantamento da beleza, da natureza, Do humano, encantado, sofrido. Do beijo da mulher amada Da vitória suada, desejada. Me leva a lugares maravilhosos A viagens intermináveis No recôndito do pensamento Escondido no recanto do infinito. No grito dos justos No riso sarcástico dos endemoniados Na benevolência dos santos No nascer do Sol No clarear da Lua Na rua, com seus destinos. Neste crescente existir, Tento correr, mas não consigo. Pois a poesia vem comigo Com enredos, palavras, anseios, Devaneio e magia. Do antigo e do moderno Eu vivo a fantasia Do ruim, a tristeza... Do bom, a alegria... De certo que sou A própria poesia!