Ao Estrelo e ao Barroso
Alcindo Neckel e Vitor Lopes Ribeiro
Uma junta de bovinos no mesmo compasso moldados passo a passo criados no mesmo tino!
3 edições · 29 poesias
Alcindo Neckel e Vitor Lopes Ribeiro
Uma junta de bovinos no mesmo compasso moldados passo a passo criados no mesmo tino!
Luís Paulo Pizolotto dos Santos e Luciano Salerno
– I – Nós não vimos a chegada – ele habitou entre nós – Em filhos, netos e avós fez sua própria morada. Quarentena decretada, regras de isolamento.
Adriano Medeiros
A noite chegou de manso E a lua a repontar lembranças... Nas estrelas lá do infinito, Parece que vejo
Paulo Ricardo Costa
Balbucia um vento norte, Embebido de nostalgia... Anunciando a noite morta, Velada em paredes frias,
Adriano Medeiros
De fronte aos olhos, espalha-se No céu a cor de sangue aguado, Depois vem um tom azulalo limpo E vivíssimo quando abre o dia.
Lauro Teodoro
Enquanto as auroras no campo ofereciam a dádiva dos arrebóis. Entre assovios e latir de cuscos utensílios campeiros no galpão,
Luís Lopes de Souza e Alcindo Neckel
Morte...! Sombria e real mas consagrada por mito, um ditame racional desde os primórdios escrito...
Fernando Araújo
Gente que chega..... gente que sai.... - Tenho pressa, estou atrasado!
Alcindo Neckel
A gravura ilusionista pendurada sem vaidade traduz a mera saudade de um velho maquinista!
Joseti Gomes
Quando acordei, hoje cedo, eu pouco fazia ideia das tramóias que o destino preparara pra um menino
Matheus Costa
Do sereno no alambrado, até os olhos dos campeiros... Há uma lágrima insistente que compõe seu pranto antigo. Há um silêncio incompreendido, das esperas e lonjuras...
Cândido Brasil
Bem ao sul do sul do mundo, na gênese da criação, à luz da evolução, eu estava aqui no fundo
Maximiliano Alves de Moraes
É sempre assim... Decisões são tomadas Em consulta com a razão, Mas a vida
Carlos Omar Villela Gomes
Cavei um poço pra mim Que cobre além do pescoço; É um poço velho, sem fim, Maior que o mais fundo poço.
Elói Ribeiro Marques
Palanque de puro cerno D’um angico falquejado, Eu te conheci cravado A poucos metros da casa,
Alcindo Neckel
Um gris de tarde perpassa as planuras do horizonte ... a inspiração já escassa lhe visita novamente!
Otávio Lisboa
Benzido… corpo e raíz… Na inconstância do tempo; Eu que já chorei lamentos Pelas frestas da minha copa,
Wilian Andrade
Quando um poeta se cala... Calam caneta e papel. Calam paixões escondidas Em folhetos de cordel.
Kayke Mello
Meu pago é retrato antigo Na parede de um museu, É um rangido de carreta Que à memória se prendeu,
Rafael Ferreira
Vergílio saltou bem cedo, Antes de algum movimento, O ar pairava bem lento… E no galpão a fumaça
Juliano Santos
I A última taça de vinho, Lhe alcancei com a mão canhota. Pois este é o lado que importa,
Osmar Ranzolin
Naco verde de querência Fincado à beira da estrada, Que o vai-e-vem das tropeadas Deu razão de permanência,
Alcindo Neckel
Um vasto jardim florido no sigilo das razões, esconde nas florações, o pecado dolorido!!!
Vinícius Antônio Machado Nardi
“Que não se diga que não tentei!” Rumino minhas fronteiras, na quietude do meu leito onde se banham as estrelas!
Otávio Lisboa
Eu vi uma flor bonita, tinha nome de senhora! Abraçada em seus enredos, pendurada em suas demoras…
Katia Cristina Bergamini Titao
Sob o céu sem fim das pampas, onde o horizonte se perde nas coxilhas, voltei ao rancho que um dia foi meu lar. Mais que paredes e telhado,
Moisés Silveira de Menezes
I Vida, destino, dilema, página em branco ao arbítrio,o tempo com seu grafema.
Luís César Soares
O futuro a deus pertence E o passado é Tapejara Sabe por onde cruzamos É conhecedor dos atalhos e
Joseti Gomes
Os olhos tinham o brilho Das estrelas mais bonitas Que os dias do “Anacleto” -Acostumado a ouvir