De Rosas e Dores
Um vasto jardim florido no sigilo das razões, esconde nas florações, o pecado dolorido!!! ... o sopro vago do vento, vem afagar o mistério, soprando pelo calvário pra buscar só um alento!
No roseiral, sob o chão, florescem tristes destinos, desses anjinhos divinos num vergel de solidão! ... o desígnio prematuro obrigava, sem direito, a destinar ao móvito, um decadente futuro!!!
A culpa vinha por hora, desrespeitando silêncio, noutra fragrância de cio, o desejo que devora!!! ... o rubro dessa pureza manchou seu santo lençol, a secar num arrebol foi lagrimar incerteza!!!
Ferida, sem voz, nem paz, em tácita veste branca, intranquila, sem ser franca, na coragem incapaz!!! ... essa semente secreta foi gerada sem amor, partindo com desamor, pra rosa brotar discreta!!!
Há tantos atos iguais na guapa sociedade, aparência de bondade por entre covas banais!!! ... na tristeza do plantio, cada rosa, um aborto, para buscar o conforto dum abuso doentio!!!
Eram vetustos períodos! ... terços seguiam rituais! ... o manso dos animais, vezes faltava pra todos! As mulheres oprimidas da própria comunidade, plantavam sagacidade em roseiras tão sofridas.
... pecado cruel da carne, desse tempo, bem irônico! ... sem o direito canônico, a razão se fez escarne! Sim! Tempo fugaz, astuto, veio zombar no futuro, para derrubar o muro que protege seu reduto!!!
Sem acobertar a má-fé, por entre tempos presentes, instituições prudentes jamais ataquem a fé!!! ... corporações necessárias, não protejam agressores, que desrespeitam pudores com ações desnecessárias!!!
Eclodir, empoderado... Libertou novas mulheres, não suprimindo mais seres nesse jardim confinado!!! ... ainda resta, por alpedo, a casca da borboleta!!! ... o transmudar afugenta, tanto medo, de ter medo!!!
Um vasto jardim florido no sigilo das razões, esconde nas florações, o pecado dolorido!!! Por entre rosas e dores, as definem condenadas, pelas roseiras caladas, sem culpar abusadores!!!