A Essência do Pago
Lauro Teodoro
A ESSÊNCIA DO RIO GRANDE JÁ ULTRAPASSOU AS FRONTEIRAS, NA RAÇA E NA PROCEDÊNCIA, DESTA TERRA HOSPITALEIRA.
44 poesias
Lauro Teodoro
A ESSÊNCIA DO RIO GRANDE JÁ ULTRAPASSOU AS FRONTEIRAS, NA RAÇA E NA PROCEDÊNCIA, DESTA TERRA HOSPITALEIRA.
Lauro Teodoro
A mesma mão que semeava Forjou um progresso de mágoas, lavrou o verde dos campos Degradou a pureza das águas.
Lauro Teodoro
A água borbulha na vertente Quando é pura e cristalina, Que nasce do ventre da terra, Como se fosse coisa divina.
Lauro Teodoro
Juntei pela estrada da vida os cacos de minha infância, fui cavalgando as distâncias, do passado até o presente,
Lauro Teodoro
Amanhece o dia no campo raios de sol começa apontar. Brincam crianças nas casas, e ninguém vê o dia passar.
Lauro Teodoro
Anseia um silêncio no tempo Que nos fortes se acampa, É o sangue farrapo nos ventos E nas sesmarias do pampa.
Lauro Teodoro
Quando uma família sai do campo E se arrancha na cidade, Os sonhos viram luz e fumaça, E o campo vira a saudade.
Lauro Teodoro
Existe dentro de nós uma brasa acesa, queimando os costumes de outrora.
Lauro Teodoro
Poema da coleção infantil “As Vozes do Campo” És o símbolo da nossa terra, O companheiro das tardes calmas,
Lauro Teodoro
Quando cheguei nesta terra, num simples galpão fui parido. Uma cama de pelegos, foi o meu berço preferido.
Lauro Teodoro
Os galos cocuricaram e bateram asas, como prenunciando no seu cantar mais um dia na estância! Acordar num amanhecer
Lauro Teodoro
Poesia Classificada e editada na Coletânea “Rodeio de Poesia 1998” do XXII Rodeio crioulo Internacional de Vacaria - RS Os galos cocuricaram
Lauro Teodoro
O inverno já chegou Num tranco de muito frio, E o tempo que fica vazio Pois de tudo ele e capaz,
Lauro Teodoro
Meu grito de oh de casa! Já faz parte do passado, É cinza do fogo sem brasa, Um costume que já foi soterrado.
Lauro Teodoro
Ora minha querida mamãe, És gesto de amor e carinho. Sem você sou rio seco, Um pássaro fora do ninho!
Lauro Teodoro
Ando varando as madrugadas, No silêncio do meu catre, Campeando estrelas nas rondas, Revirando a erva do mate.
Lauro Teodoro
Na algibeira grande do tempo Temos lembranças guardadas, Em fotografias amareladas, Dos caminhos ao pé dos montes,
Lauro Teodoro
Sou menina criada no meio rural, Simples, estudiosa e sonhadora. Trago muitos sonhos de infância, De ser mãe, e ser professora!
Lauro Teodoro
Sempre gostei dos guachos, Que volteiam a casa e o galpão. Talvez porque são orfãos de mãe e do pai nunca tiveram atenção.
Lauro Teodoro
Cercado de fronteira naturais a terra das sesmarias de um alado a muralha dos aparados da serra,
Lauro Teodoro
Onde meus avós se criaram, Eu me recordo um casarão. Os costumes me ensinaram, É como uma antiga canção.
Lauro Teodoro
Solitas em galhos secos vivendo na solidão, entrevadas pelos ventos na procura de um capão,
Lauro Teodoro
Sobre a luz das lamparinas, a cama rude no galpão. Sobre o calor de algum fogão, na maior simplicidade,
Lauro Teodoro
Viviam enforquilhados na sobrecilha, dos matungos velhos no corredor, na tala do reio o pretume do suor, das batidas nas ancas e do arreio.