Memória Viva do Galpão
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Ando varando as madrugadas, No silêncio do meu catre, Campeando estrelas nas rondas, Revirando a erva do mate.
Visto o poncho da imensidão Para esperar as noites de lua. Reviro as cinzas do braseiro, Que queimam saudades tuas.
Escuto o ronco da cuia lavada, Retinindo ao cantar dos galos. O dia recem aponta a cara, E ouço alvoroço dos cavalos.
O sono refugou os pelêgos, E bateu asas do galpão. Sigo a procura de apegos, Na invernada da ilusão.
O sol a dentra pelas frestas, Bato tições ao fogo de chão. Cismando recuerdos do passado, Na memória viva do galpão.
Poesia do Projeto: “Memória Viva do Galpão”, CD temático ao galpão com poemas gaúchos infantis interpretados por crianças.