01 - A Saga das Carretas - José Luiz Flores Moró
José Luiz Flores Moró
No princípio... Foram patas de cavalos Que cortaram trilhas pelos campos virgens Transportando rumos e ombreando origens,
15º Bivaque da Poesia Gáucha30 poesias
José Luiz Flores Moró
No princípio... Foram patas de cavalos Que cortaram trilhas pelos campos virgens Transportando rumos e ombreando origens,
15º Bivaque da Poesia GáuchaJosé Luiz Flores Moró
Havia uma rua... Uma noite de lua... E, inevitavelmente, um borracho... com a alma de uma estrela xirua...
II Tertúlia da Poesia - Santa MariaJosé Luiz Flores Moró
O sonho galopava a juventude Por um tapete verde-musgo iluminado Quando a noite anoitecia as suas cortinas Para outra cena de contos e quimeras...
José Luiz Flores Moró
Elas vieram se achegando Uma a uma.. Trazendo os corpos e os planos Empoeirados de lágrimas e estradas
José Luiz Flores Moró
Mescla de barro e taquara Entaipei as quatro paredes, Cobrindo, devagarito, com feixes de santa-fé. Com leivas de tabatinga
José Luiz Flores Moró
Minha alma também é uma tapera Oculta aos muitos matagais dos anos, Sementando os grãos dos desenganos Que o vento planta no final das tardes,
José Luiz Flores Moró
I Escancarei porteiras da minha alma Pra libertar alguns potros do passado
José Luiz Flores Moró
I É uma noite medonha... Muito fria, A que transponho solito... Cavalgando, Meio sem rumo, em trevas, procurando
José Luiz Flores Moró
Dei luz à bruxa de pano Nos partos da brincadeira E beijei cabelos de linha Para mimar meu rebento!
José Luiz Flores Moró
Um ar de bruma entre a janela aberta contrastando o sol em primavera que o setembro derruba na manhã... O pai-de-fogo morrendo no galpão
V Esteio da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
I Em nome do Pai cheguei ao Filho E aos antigos Seus ensinamentos... Vaguei pelos sagrados testamentos
I Esteio da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
Eu vi Que tinham me visto E que riam das pilchas que visto Dia desses, na cidade...
José Luiz Flores Moró
Nesses tempos Já não havia tempo para a paz... A boiada foi pastar silêncios no fundo da invernada, O arado perdeu o jeito de brincar com a terra
José Luiz Flores Moró
Desde piazito que eu araganeava pelas lides teatinas das estâncias. Porém, necessitava ter constância e dar de rédeas à curiosidade,
José Luiz Flores Moró
Meu mundo antigo é de lonjuras vastas pra além de mim, a me forjar a estampa! E faz pensar que esse universo todo é só um pedaço que se ergueu do pampa.
I Festival Virtual Albeni do CarmoJosé Luiz Flores Moró
Nem sei se há em nós a mesma idade... Mas crescemos sorvendo o mesmo mate Que as manhãs derramam, feito orvalho, No corpo-caule da árvore-guri.
José Luiz Flores Moró
No meio de um mate e outro Remonto as sobras de mim Que se perderam a lo largo Quando a vida me quedou
IV Esteio da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
Quando os primeiros fios de barba me mancharam o rosto E a pompa de ser homem deu-me asas No nômade motriz dos meus sentidos, Parti do rancho ninho dos meus pais
José Luiz Flores Moró
Sopra um minuano na pele do chão, Descansa o violão no colo de um banco E o pampa adormece num sono solito Ao lume proscrito de algum pirilampo...
II Esteio da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
Patas e patas de cavalo! Que o trecho é vago pra quem não tem rumo E a hora é longa pra quem não tem pressa!
José Luiz Flores Moró
Ainda a pouco, Nas avenidas da cidade, Um índio velho oferecia, em altos brados, Quinquilharias que a ninguém interessava:
José Luiz Flores Moró
Mas “oigate” mês de março Caborteiro e enchuvalhado ! Chorando léguas de mares Sobre os destinos molhados!
José Luiz Flores Moró
Quando a primeira vez que fui à guerra, Perseguia meus instintos de guerreiro... De lança em punho... Como quem não erra...
14º Bivaque da Poesia GáuchaJosé Luiz Flores Moró
Nas guaritas bambas das porteiras fui sentinela em tardes de guri da teatina vida das estradas... Olhos distantes, de lonjura a fora,