Alambrador
Getúlio Abreu Mossellin
Quando vejo um alambrado Feito à pá e socador Me lembro do alambrador O índio do braço forte
30 poesias
Getúlio Abreu Mossellin
Quando vejo um alambrado Feito à pá e socador Me lembro do alambrador O índio do braço forte
Getúlio Abreu Mossellin
Casa de caco de pedras, Mais tarde virou galpão. Santuário do chimarrão Uma antiga leiteria,
Getúlio Abreu Mossellin
Alegrete minha terra... Minha querência, meu pago. Alegrete eu te trago, Guardado no coração.
Getúlio Abreu Mossellin
Esta cacimba enterrada No costado do barranco, E eu, guri de tamanco A minha sede matei
Getúlio Abreu Mossellin
Foi no mês de fevereiro do ano de 98 Se a memória não me falta, Na praia da Duna Alta. Que começou a cavalgada
Getúlio Abreu Mossellin
A cavalgada começa Bem antes de fevereiro Começam a juntar dinheiro Fazem rifas e leilões
Getúlio Abreu Mossellin
Toda vez que se reúne, A gauchada campeira, Vão aquentando a chaleira, Pra tomar o mate amargo
Getúlio Abreu Mossellin
Entre as lidas do passado, Algumas vou relatar. E também homenagear Os benfeitores de outrora.
Getúlio Abreu Mossellin
No ano de 84, Foi fundada esta entidade. Com suor, força e vontade. Pegaram junto à peonada
Getúlio Abreu Mossellin
Templados por muitos sóis, De tanto inverno e verão. É a vida do velho peão, Cuidador de coisas alheias.
Getúlio Abreu Mossellin
O dia nasceu sisudo O sol não apareceu E um trovão se perdeu Nos confins do firmamento
Getúlio Abreu Mossellin
Junta os cavalos num upa E encerra na mangueira. E o grito "FORMA CAVALO" Desperta a manhã campeira.
Getúlio Abreu Mossellin
Meu velho galpão do pampa, Parede beirando o chão. Bem no fundo um fogão, Pra fazer bóia campeira,
Getúlio Abreu Mossellin
Pra quem pega a 030 Passando Gravataí, Fica perto, logo alí. Cento e dois é a parada.
Getúlio Abreu Mossellin
Peço licença indiada, Vou contar a minha vida, Da minha querência querida Na campanha do Alegrete.
Getúlio Abreu Mossellin
Peço licença patrão, Me apresento bem assim, E o sangue que trago em mim Por parte de mãe e pai,
Getúlio Abreu Mossellin
Recebe querida mãe A homenagem de teu filho. Por meio deste estribilho, Eu te exalto com carinho,
Getúlio Abreu Mossellin
Minha eterna namorada Esteio desta família A vida é uma eterna maravilha Desde que te conheci
Getúlio Abreu Mossellin
Quando visitei meu pago, Não vi gado na invernada, Só vi terra tombada, Pra cultivar soja e trigo.
Getúlio Abreu Mossellin
Eu já fui um peão rural, Desses pra todo serviço. Cumpria meu compromisso Com muita dedicação.
Getúlio Abreu Mossellin
Deu cria a égua moura, Um potrilho tostado, Estrela e de pé cruzado, Foi crescendo despacito
Getúlio Abreu Mossellin
Este potreiro de verso Que rabisquei com carinho, Eu sei que ainda engatinho Na direção do saber.
Getúlio Abreu Mossellin
Ali na 72 faixa de Gravataí, É a morada de um gaudério. Gente buena, homem sério. Junto com sua família,
Getúlio Abreu Mossellin
Morada flor de tão buena em riba de um cerro chato e ali na costa do mato ergueu-se casa e galpão