Alegrete Baita Chão
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Alegrete minha terra... Minha querência, meu pago. Alegrete eu te trago, Guardado no coração. Que num bater de tição, A fumaça se levanta E sai da minha garganta, Versos com cheiro de chão.
Berço de Mário Quintana, Rui Ramos e Osvaldo Aranha, É na região da campanha, Que fica minha cidade. Terra boa de verdade Onde nasci e me criei, O dia em que me afastei, Senti uma baita saudade.
Terra das grandes estâncias, Criação de ovelha e gado, Querência de peão montado Pra recorrer as planuras, E camperear as lonjuras Plantado sobre o arreio, Quando vai parar rodeio Esta campeira figura.
Lugar da prenda bonita E de gaúcho pilchado E do ginete grudado Sobre o basto Paissandú. Do apero de couro cru Trançado com perfeição. Do sovéu torcido a mão Pelo velho peão xiru.
Alegrete tua história, Tua gente, tua raça, Passa o tempo, tu não passa, Ex-capital farroupilha, Campo verde de flexilha Tu sabes que te venero. Qurência do quero-quero Sentinela da coxilha.
Bueno, então vou embora. Terra que me viu nascer. Que jamais vou te esquecer, Até logo diz o peão, E com meu chapéu na mão De barbicacho trançado, Te digo muito obrigado, Alegrete baita chão.