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5 poesias
Mateus Neves da Fontoura
Venho do fundo do tempo Me chamam diabo por velho. Fui santo anjo no Império Banido por traição
Mateus Neves da Fontoura
O frio que me corre a espinha percorrendo o corpo, Que me gela os ossos, o espírito e que me escarnece a alma.... É o gêmeo calafrio ... O arrepio-irmão da arritmia que me aquece a carne! Enquanto a boca me insiste em salivar as fantasiosas divagações de noite e calmaria... lembranças de um tempo que está logo ali, parece ontem!
Mateus Neves da Fontoura
Com a mesma estrada nos olhos Encerro o dia ao meu jeito... Enquanto o sol, por direito, Se vai apagando as brasas,
Mateus Neves da Fontoura
Mansas corujas descansam Nos cernes dos contramestres E as horas até que parecem Se espreguiçarem pacholas
Mateus Neves da Fontoura
O campo aberto de uma folha em branco É terra entregue à inspiração inquieta... É sesmaria onde se planta a alma Quando o sesmeiro teima em ser poeta!