O Combate
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Um sol solene e longínquo se fez lume da ribalta no palco do barbarismo...
... uma bandeira de guerra tremulava em vivas cores, nos olhos abrasadores dos bravos da mesma terra...!
Peleavam, pelo instinto de gladiadores terrunhos que, às vezes sequer sabiam, a razão por que peleavam e a razão porque morriam...!
Ocultos na fúria cega uma horda em levantina, espreitava o inimigo ansiando a carnificina, qual famulento animal forjando a gula felina no fio da garra cerval...!
Ao retumbarem clarins em sonatas legendárias, é como se o céu e a terra submergissem no abismo de procelas milenárias, indefensos ao terror de carrancas sanguinárias...!
Se chocam iras ingentes de ciclones oponentes em nefastas colisões, como gigantes das trevas urgindo o furor das guerras na matraca dos trovões...!
... lanças ágeis enristadas...! ... pernas férreas estribadas atufando loucamente na voragem do embate...! ... em cargas bruscas de ferros
espadanam as adagas carniceiras e atrozes, que são frias e mortais em mãos carrascas e algozes...!
... esquivam corpos e fletes, se dispersam..., se aglomeram num duelo horripilante de carnes, ossos e aço! ... no revide convulsivo de sangrento fanatismo, morrem mártires de si num utópico heroísmo!
... em volto a brados, gemidos, degolados, esvaídos, cresce o ódioinextinguível e o instinto animalesco com sede horrenda de sangue e insana veemência, de um genocídio de guapos nas coxilhas da querência..!
A tarde como em pesar calando o clamor das turbas, deixou que caísse o pano no palco do barbarismo...
O sol se pôs de vagar com seu lume rutilante, dando um remoto sombreado sobre o combate distante, onde ainda os indomáveis no auge da rebeldia, peleavam por atavismo e morriam por valentia!
Perdida sobre a coxilha entremeada aos jazentes, uma bandeira em farrapos tremulava numa lança prestes a ir com o vento. Já não espargia cores... num voluntário tributo como a noite se fez negra... - A Pampa estava de luto!!!