Anseios de Um Desgarrado
Xavier Valter Fritsch
Há muito que conto estrelas nas noites de solidão. E as cordas do meu violão, dedilhadas nas pousadas,
7 poesias
Xavier Valter Fritsch
Há muito que conto estrelas nas noites de solidão. E as cordas do meu violão, dedilhadas nas pousadas,
Xavier Valter Fritsch
Traziam um brilho nos olhos E vieram na primavera, Tempo de sóis maduros dourando aguadas, Das lonjuras esverdeadas
Xavier Valter Fritsch
Contam que os causos do velho, aquilo era tudo mentira. De trompar com os castelhanos, da degola dos paisanos,
Xavier Valter Fritsch
De matungos e gaitaços, me fiz peão por destino. Que outra sorte um campesino pode cobrar desta vida, Se os pobres nascem pra lida e a mim tocou ser campeiro? Desde guri cavaleiro, domador por profissão.
Xavier Valter Fritsch
“As feia trás as bonita” Dizia o João num ditado. Assim vivia o lasqueado retocando as balzaquianas.
Xavier Valter Fritsch
E se diziam gaúchos Os que chegavam a cavalo. Tinham lampejos de lua Por entre as melenas longas
Xavier Valter Fritsch
Patrão, eu sou um brasileiro de raça muito especial. Neste atavismo bagual que a minha estampa sustenta, E pelo tempo se agüenta, mantendo uma tradição. É o que restou da Nação morena, guapa e machaça.