Comensal dos Quatro Ventos
Guilherme Collares
Amanhecidos silêncios revoam nas asas tristes dos tajãs pelas canhadas... E os espinilhos refletem,
24 poesias
Guilherme Collares
Amanhecidos silêncios revoam nas asas tristes dos tajãs pelas canhadas... E os espinilhos refletem,
Guilherme Collares
E foi assim que deixei meu pago: semeando sonhos pra colher saudades… …levando ausências de taperas nos olhos e silêncios de furnas guardados em mim…
Guilherme Collares
Como um rancho abandonado, desprovido da energia vital que o ampara e acalenta, e que se debruça sobre si
16º Bivaque da Poesia GaúchaGuilherme Collares
(Inspiração e Homenagem a o poema “Retrato” do imortal Antônio Augusto Ferreira) - Tenho a impressão que minhas botas não conhecem mais meus pés! ...
Guilherme Collares
Sou escravo da rima... ... ela me ordena! De há muito me condenou - ainda me condena -
Guilherme Collares
Rol de bens a inventariar: 20 quadras de campo de baixa qualidade; Casa, galpão e mangueiras muito antigos e mal conservados;
Guilherme Collares
Me vi nascer, de repente, como brota um manancial que, na inconstância de um rumo, toma a forma de vertente...
Guilherme Collares
Cayó solita la tarde Musical de mis secretos... ...quedó la noche encendia de luna, cocuyo y suezos...
Guilherme Collares
- Don Antonio, toma um trago!... - que eu já tô quaje borracho e vô me empedá de vez! - ... que hoje, o assunto é mui largo
Guilherme Collares
A lua nova nascendo na parede de um museu... A meia-lua deitada,
Guilherme Collares
Foi num tempo, há muito tempo Que este estória se passou. Tempo que os bichos falavam -Minha avó, assim contou:
Guilherme Collares
Um manojo de recuerdos revive, longe do pago, as mesmas velhas saudades do que já tive e perdi…
Guilherme Collares
Antônio tropeava ajenos pelas curvas das estradas... Tropa era apenas desculpa pra poder fazer da vida
Guilherme Collares
Pedro de Vargas, na Espanha, era Dom Pedro, em Castela... O Pedro veio da pedra... ... pedra que é dura, mas quebra !...
Guilherme Collares
A correnteza é a lágrima que choram, as pedras mouras do porto das lavadeiras...
Guilherme Collares
Numa querência que tive, de campo de sonho e vida... Um antigo fortim de pedras de uma cozinha campeira
Guilherme Collares
Um sol baixo – o dia lindo – reflete flecos de ouro nas carquejas da coxilha... ... e o vento da primavera
Guilherme Collares
- Que Deus maldiga a memória do índio Pampa bandido que matou o meu cavalo!... ... rumina Sargento Antonio
Guilherme Collares
Nove leitos de hospital, paredes e rostos alvos... ...e o Cristo crucificado, olhando - compadecido -
Guilherme Collares
beijam a poeira da estrada que tanto boi já pisou... Um pensamento atropela... ... campeando rastros de um tempo
Guilherme Collares
Nasceu e morreu cavalo... ... e várias vezes veio a nascer... viver... e morrer cavalo...
Guilherme Collares
Nasceu e morreu cavalo... ... e várias vezes veio a nascer... viver... e morrer cavalo...
Guilherme Collares
Um par de estrelas matreiras refugavam o costeio de um reponte de alvorada, quando o Roque aviou sonhos extraviados de outros tempos...
Guilherme Collares
Um semblante de taquara vergado - a força de ventos – - num corpo alto e esguio, dobrado de há muitos anos...