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14 poesias
Moisés Silveira de Menezes
Se é pra falar de araganos cavalos e homens gaúchos Pedro era o nome, recordo pedra Pedro, inquebrantável
Moisés Silveira de Menezes
A face nua primeira da pampa longe do gado, distante de seus cavalos antes das lanças e espadas.
Moisés Silveira de Menezes
Quando vim de lá, trouxe quase tudo, tudo que cabia na velha mala sebruna e nos anseios de horizontes largos. Ficou um potro cabos negros
Moisés Silveira de Menezes
Confrades de rimas rudes, Tupã foi berço divino pra quem aprendeu a cantar com claves de vento e rio
Moisés Silveira de Menezes
Do alto de si mesmo, senhor de si... o cerro guarda a lagoa que se espraia vagarosamente... entrelaçada ao vento
Moisés Silveira de Menezes
Não, não me pintem por favor, pilchado, bem montado em flor de flete; pelas bailantas, fandangueando alpedo, arrastando a asa pra morochas lindas.
Moisés Silveira de Menezes
Quando o sol se esparge em raios Sobre a coxilha e plainos Vozes antigas renascem Pelas encostas dos cerros
Moisés Silveira de Menezes
Quando o sol da meia tarde clareou os sulcos do rosto do andante que chegava, jeito simples, tranco firme,
Moisés Silveira de Menezes
Não busquem pelo poeta na teia crua do verso. Fantasmeiros figurantes ressuscitam gastas lendas,
Moisés Silveira de Menezes
Livre, surgiu no deserto tripartido por amor à tenda, à lança, ao cavalo. Nômade, migrou no rumo que lhe apontava a inquietude
Moisés Silveira de Menezes
O rio, santuário andante Fascina, atrai e trai Espírito em movimento Vivenda de vida e morte
Moisés Silveira de Menezes
Cando la pampa se duerme entre zambas y vidalas que viven en los ocultos del alma y de la guitarra,
Moisés Silveira de Menezes
Num ermo fundo de campo, no contra ponto forte do cerro, bem onde o rio faz a curva, no pago da minha infância
Moisés Silveira de Menezes
Quem embarca em barco alheio embarca anseios e medos abarca sonhos nos braços que lançam redes no mar