Romance da Minha Lida
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Cavalo sogueiro no aguarde busquei no ceu nazarena clareava o rancho pra vida no chão crispava a chilena chamei o Juca no catre te bote c´ossos de ponta te acorda que a vida é buena que o sono não paga tuas conta.
Busquei o eguedo a mangaço não gosto de grita bem cedo Fumaça sobe do galpão Deve ser o velho Robledo mate quente e o dia clareando são coisas que bem conheço Pois todo dia pra lida começa quando amanheço.
Sempre e bom lavar a cara tirar o freio antes do mate se chegar junto ao fogão algum assado pro arremate prosa ligeira como carreira seo Robledo esta chamando Ja reparte a eguada e a peonada vai encilhando.
Pé no estrivo frente alerta meu cusquinho ta faceiro vou apertando o barbicacho vou quebrando me sombrero de pachola ja esbarro pra testar este marungo bem montado pra o serviço busque o gado la no fundo!
Lida bruta a do campeiro mas que faço assim com gosto sou o rei desta planura sentindo o vento no rosto a serraçao vai sumindo vai mostrando o Cerro Branco vem mugindo o gado pampa nos encontros do lunanco.
Ficou lunanco este baio da mordida do cuiudo mas ja ta bueno pro serviço no campo é o meu escudo não facilito com estes morrudos mesmo que seja sem guampa pois no campo se aprende que o perigo não ta na estampa.
Na estancia do Cerro branco vou deixando o meu legado alguns cavalos bem mansos algumas cabeça de gado pro piazinho pachola que me pede pra encilhar parece que é meu retrato é igual até no caminhar.
Assim retrato minha lida sem enjeitar parada ao paisano que ta escutando se me encontrar pela estrada va reparando que baio boa encilha e cola atada as pilchas são estas gaudérias e a parcería é botada.