Quando Um Rural se Agiganta
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Guitarra, verso e garganta, - Três armas para uma terra - Quando as empunho pra “guerra” Estribado em sentimento, Não semeio ferimento Pra não colher cicatriz, Peleio pra ser feliz Defendendo um ideal, Que acredito imortal Por ter bom cerno e raiz!
Sou assim: - Simples e firme - Feito um ranchito de barro, Se for preciso esbarro Mas não recuo, me nego, Aos que merecem entrego Todo afeto e respeito, Que me governam o peito E fazem fiador a existência, Quem não gostar, paciência, Não mudarei o meu jeito!
E embora muitos mereçam “Puaços” pelas ofensas E desrespeito a alguns temas, Não desperdiço um poema Com gente de tal essência, Não que me falte tenência Ou fibra para tal ato, É simplesmente o fato De ter razões pra cantar: - Verdades, crenças, relatos ... - Uma cultura a zelar!
Por isso desato dos tentos Este crioulo protesto, É só respeito o que peço Aos que não sabem entender, Minha maneira de ver O mundo à minha volta: - Com o coração por escolta Sem procurar me exibir - Se for pecado sentir Perdoem o que proclamo, Só canto aquilo que amo, Pois não preciso mentir!
... Não quero ofender ninguém, Tampouco, ter inimigos, Mas aceitem os motivos De quem defende o que pensa, Com toda a força da crença Que a própria alma encerra ... Portanto, a pampa é quem berra Quando um rural se agiganta, Guitarra, verso e garganta - Três armas para uma terra - !!!