Meu Nome e Legenda
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Venho do fundo do Tempo Há muitas luas que ando! Sou o presente cantando Na harmonia do passado; Sou um nome venerado Pela raça que forjei, O Pampa me fez seu rei... Sabes tu então quem sou?
Venho do fundo do Tempo Há muitas luas que ando!
Trago tropéis de entreveiros Gritando dentro de mim, O avançar do Clarim Das epopéias gloriosas; Trago a seiva dadivosa Onde a verdoenga lavoura Tem sempre o frescor de aurora Como fruto do labor... Sabes tu então quem sou?
Venho do fundo do Tempo Há muitas luas que ando!
Sou o grito liberdade Na orquestração do ideal, O indomável bagual De mestiça castiçagem Que nem do tempo, a voragem, Nesse seu rito pagão Apagou a Tradição Meu candeeiro nativista. Sabes tu então quem sou?
Venho do fundo do Tempo Há muitas luas que ando!
Sou o Minuano gritando Como um relincho perdido Que mais parece um gemido Quando passa na cumieira; A lagoa feiticeira Que a noite possui estrelas Onde o quero-quero ao vê-las Quer querê-las só pra si... Sabes tu então quem sou?
Venho do fundo do Tempo Há muitas luas que ando!
Sou o era-boi! Do Tropeiro Sou a carreta chorona, A voz rouca da cordeona Que se aquece nos fogões; Sou chimarrão dos galpões Sou laço, facão e mango Sou o guasca no fandango Prendido a china taful... E agora, sabes quem sou?
Sou o Rio Grande do Sul!!!