Mateando Solito
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Era dia de festa. Na ramada, Uma cordeona derramava guinchos Que iam de encontro ao eco dos buchinchos De eras passadas de entreveros machos Em contraponto de compaço, os baixos, Da voz roquenha das mesmas gaitas Dava ao fandango, uma loucura taita, Cansando os velhos, delgaçando os guaxos.
Este meu rancho já nasceu sem porta! Era um negrito para os companheiros, Sem atinar que só se tem parceiros Nas horas buenas de fartura larga... Pois no revés quando a volteada é amarga E nem pito, pra consolo sobra, Todos nos fogem na primeira dobra, O fiado cessa, o cinturão se alarga.
Gaiteiro Bueno companheiro certo Tinha seu rancho fama de bilicho onde a peonado toda por cambichpo se arriscava por prazer no mas; pra um churrasquito e chimarrão de atrás não tinha dia, hora nem semana era pintada em infusão de cana que por lambuja se “matava o bicho”
mas lá um dia se enrredou nas quartas mermou-lhe a carne a doença traiçoeira e ele, do rancho, olhando para a porteira, teve um sorriso esmaecido e triste chamando a china, lhe falou: já triste? Nasceu capim debaixo dos varais... Não ceve o mate já não quero mais Se custa tanto pra secar a chaleira...