Pioneiras do Pampa
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Sendo vindas de além-mar elas traziam os olhos prenhes de luz e de Lua e do calor dos mormaços.
Esses olhos de promessa, fiadores de ventura, eram perenes ternuras ceifadas nas cerrações do amanhecer da campanha.
Olhos... cheios de mistérios, espelhos do meu açude, num relance cativavam qualquer gaúcho gaudério...
Solitas... sobreviveram as duras revoluções, ruminando a sorte braba, curando gado da sarna, somando espera e cansaço ao pé do fogo-de-chão, sonhando novas quimeras, repintando primaveras no picumã do galpão.
E assim elas viviam, batendo tábuas nas roupas, batendo roupas na tábua pelas taipas dos açudes, do fogão para a lavoura, dalí para a criação. Na horta, nascia tristezas no jardim as incertezas na sina da solidão.
Mas algumas dessas guapas, que não se enleavam na lida, desataram maneias, soltaram amarras e travas abriram grilhões e porteiras...
A tapera virou casa; o povoado – cidade. Sob seus olhos cansados, nasceu este heróico Estado e a fibra dos seus varões, que, por amor a esta terra, regaram de sangue o chão. No fio do aço de adagas, fizeram guerras e neste vasto rincão, ao seu olhar sereno, esses bravos guerreiros forjaram a nova nação.
Elas vieram de além-mar...