No Mundo da Trova
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A praia é laço gaúcho duma armada sem igual que une em tento sem luxo os campos e o litoral.
A Era Garibaldina na praia, verteu um caudal do sangue da heroína Anita, guapa e imortal!
Nas praias, a inspiração brilha na luz do luar, quando a lua em solidão chora c’as ondas do mar.
Tenho uma praia de amor e um barco no meu cais, o areia lavou toda a dor e a água levou meus ais.
Mar, e gaúcho setroso, indomito como o vento, ruge na praia impiedoso as inquietudes do tempo.
Praia é imensa coxilha que vai emponchando o olhar, quando o mar desenrodilha a constância de voltar.
O pago tem a beleza dos campos, mares e serra, é o altar da natureza resplandescente da terra.
No meu canto eu eternizo a saudade do rincão, e meu cansaço amenizo abraçado ao violão.
Cordialidade no pago é ter carater de fato, ao menor gesto, um afago, do lo ao último ato.
Buscando a sonoridade pelos “trastos” do violão, eu canto a cordialide da gente do meu rincão.