Alma em Verso
Poesia

De Que Vale

Colmar Pereira Duarte

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De que me vale a força destes pulsos que enforcam xucros, sujeitam baguais, se não puder prender suas frágeis mãos, se não tocar seus cabelos jamais?

De que servem meus olhos de vaqueano, que desvendam distâncias, a lo largo, se não olharem dentro dos seus olhos quando vier me alcançar o mate-amargo?

De que vale essa voz, que em madrugadas é um clarim repontando a gadaria, se não souber dizer o quanto a quero, quando falar com ela, qualquer dia?

De que valem essas mãos que ergueram ranchos, plantaram o pomar, trançaram laços, se não acariciarem o seu corpo, arrepiado de amor, entre meus braços?