Conto Sem Fadas
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Quando me descobri, Mudo de espanto, E alcei os olhos para o horizonte, Vi os tropeiros Sumindo nas lonjuras. E as marcas paralelas das estradas Estendidas ao sol, Que eram timbradas Por rodas de carroças mascateiras.
O pátio do meu rancho quedou Chico; Meu flete de taquara, lerdo e inútil; Um céu dentro de mim abriu clareiras; Meu coração foi andorinha ao vento.
Depois... Quantos caminhos percorridos? Quantos sóis persegui, quantas miragens? Até fazer de nuvens meu refúgio E de estrelas florir minhas paisagens.
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João e Maria de um canto sem fadas, São devoradas pelos passarinhos As migalhas Que espalho nos caminhos Para guiar-me Em novas alvoradas.