Alma em Verso
Poesia

Reflexão

Claudionir Araújo Bastos

VIII Tertúlia Maçônica da Poesia CrioulaPublicado em

Hoje o planeta acordou, numa estranha inquietação, um inimigo invisível chegou de arma na mão e sem distinção nem piedade avassalou a humanidade de tristeza e comoção.

O mundo despreparado custou um pouco a reagir mas só se vence uma guerra lutando ao invés de fugir e dentro deste preceito a gente sempre acha um jeito pra o inimigo cair.

E foi o que aconteceu nessa hora de aflição, países que estavam em guerra puseram as armas no chão e um canto de louvor, de igualdade e de amor, brotou em cada coração.

Já nos primeiros combates nessa batalha campal o inimigo atacou numa luta desigual, mas nosso povo com calma, usou sua única arma, o isolamento social.

Eu também peguei a china e me arrinconei no galpão, não por falta de coragem mas por pura precaução; De quem já viu uma guerra estremecer esta terra, jogando irmão contra irmão.

Então eu fiquei pensando, enquanto mateava solito porque será que Deus mandou esse inimigo maldito? Talvez pra lembrar seus filhos que teimam em sair dos trilhos esquecendo o que está escrito.

Ou quem sabe é o próprio homem, no seu destino proscrito, que comete insanidades pensando que está solito, só o que lhe importa persiste esquecendo que há limites até pra seu livre arbítrio.

Não pensam nos desvalidos, os deserdados da sorte, que vivem sobre as marquises vagando de Sul a Norte, por eles faço minha prece e se Deus achar que merecem que os proteja da morte.

É só o que venho fazendo na minha reflexão, tenho setenta e três anos e só me arrisco até o portão, com um prato de comida pra os que campeiam na vida um pouco de compaixão.

Já vivemos muitas guerras, mas acho que está é pior, por isso vamos guardar mais essa lição de cor reavaliar os sentimentos, mudar de comportamento, e fazer um mundo melhor.