As Sete Provas
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O verdadeiro amor a si se basta, Embora posto à prova A toda hora.
Jogaste a cruz do teu rosário fora, Com as proibições de teus costumes? Te embriagaste de paixões sem freios? A Eros deste o vinho consagrado No cálice dos loucos devaneios?
Podem passar dois séculos de espera Sem que o céu ou a terra ou nada mude; Podem surgir visões ou boiciningas.
Derrotando feitiços e mandingas É que se chega, enfim, à plenitude!
Mais vale a vida se o amor se alcança Depois de carregar nossa esperança Que, a cada sacrifício, se renova.
E assim, saciar o coração, deveras, Deixando no caminho as sete provas; Ter a glória do amor dos escolhidos E, para isso, ter vencido as feras E os “encantos” dos cerros, destruído.