A Bruxa
Sinistro, "ala puxa"...! Na vassoura desvairada numa rasante chegada aterrissou uma bruxa...!
... já cruzará horizontes Levando suas maldades nas distâncias irreverentes de desbravar latitudes!
A bruxa de jeito vago na sua mera intenção, jeitos de assombração veio assustar o meu pago.
... no tremer das pernas coloquei a culpa no frio e no rumo das luzernas fui sentindo calafrios.
Busquei tranquilidade no aconchego da casa e na vaga serenidade o chibo assava na brasa.
... uma batida na porta com barulho esquisito de alguém que faz visita neste lar em que habito.
Deveras... era à bruxa!!! Pedindo prosa e chimarrão e que não usasse garrucha! Pois, tinha à vara de condão.
... no medo se constrói sua própria intenção! ... na ocasião que destrói a minha vaga reação!
A bruxa, desconfiada de gestos improváveis foi esquivando dos móveis pra se sentar apartada.
... visita, se trata bem pra ser tratado, também! ... mais lenha no fogo e começou seu diálogo!
- Sou a última nascida num lar de sete irmãs e fui crescendo pagã sem nunca ser batizada! ... o vacilante desatino vêm ignorar à razão pra viver sem compaixão fui seguir o meu destino!
Venho predestinada por razões e escolhas no viver dessa jornada fui cadenciando falhas. ... culpas tornaram somas dos meus pecados e atos resultando em problemas na inconfidência dos fatos.
O silêncio vem e fere a alma que condena, tal qual, a vida da açucena que o inverno interfere! Já fui um mero vulto pra assustar uma criança! Hoje, quase desvairada fiquei perdida nas crenças no findar dessa jornada.
Fui unindo amores nos feitiços sem amor pros vivem dissabores ofertando o desamor. ... dos amados que separei só restaram cicatrizes e o amar se fez triste nas almas que apartei.
Agora, estou cansada... A prosa alivia o momento Pro meu arrependimento no perdão que me consola. ... a vida cobra o agora o meu descanso eterno e por esse mundo terreno o destino faz sua hora.
A bruxa sumiu... então...! Na porta ficou a vassoura Numa terna demora Por quebra da maldição. ... a bruxa foi nos minuanos, num vulto que se findou...! ... depois de trezentos anos Ela enfim descansou...!