Alma em Verso
Festivais

Parador da Poesia Crioula

1 edição · 8 poesias

Bagé, RS

2º Parador da Poesia Crioula – Bagé

  • Galpão da Santo Hipólito

    Rafael Ferreira

    Galpão é casa de encilha, É rancho do mate amargo, É lugar do trago largo Na madrugada tordilha,

  • Inquirição

    Osmar Ranzolin

    Guilherme mirou o chão, buscando no frio da cela um fiapo de esperança... Sentia o peso da algema

  • Mansarrão

    Matheus Costa

    Estranha o sestro e a cisma que perdeu, sentindo a idade; E, talvez, tenha saudade dos retovos, d'um tirão.

  • O Campo por Mortalha

    Vinicius Dias

    Ah! este “meu” pingo mouro… meu, pela lealdade, da estância -propriedade- pela marca do patrão.

  • O Meu Verso Envelheceu

    Caine Teixeira Garcia

    O meu verso envelheceu Mateando ao canto dos galos, Com a encilha dos cavalos Bem antes do alvorecer...

  • Onde Repousarão os Meus Versos?

    Mateus Neves da Fontoura

    Foi-se o tempo em que as gavetas Solitas guardavam o corpo De um poema natimorto Que sucumbiu … incompleto,

  • Terrunho

    Fábio Vaz Mattos

    Juvêncio nasceu terrunho num catre foi partejado. Por mão parteira experiente teve o umbigo cortado. Foi água benta de sanga que crismou seu batizado. A beira de um caponete já nasceu enraizado.