A Serventia da Faca
João Pantaleão Gonçalves Leite
Rebenqueando o pensamento Nos bretes da inspiração, Vou dar minha explicação Pra muita gente confusa,
13 poesias
João Pantaleão Gonçalves Leite
Rebenqueando o pensamento Nos bretes da inspiração, Vou dar minha explicação Pra muita gente confusa,
João Pantaleão Gonçalves Leite
Nasci nos tempos de antanho Mais livre que os quatro ventas, Trazendo preza nos tentos As chamas dos ideais;
João Pantaleão Gonçalves Leite
Cachaça, água maldita, Malcriada e atrevida: China falsa, intrometida, Traiçoeira e mesquinha.
João Pantaleão Gonçalves Leite
Negro Chico carijó, Rude escravo de fazenda, Sua miséria era tremenda, Seu perfume pura arruda.
João Pantaleão Gonçalves Leite
Patrício peço licença Para cantar minha terra, Fica no alto da serra Debaixo d’um céu de anil;
João Pantaleão Gonçalves Leite
Hoje distante Da querência que adoro, De tristeza quase choro, Nesta vida de cidade,
João Pantaleão Gonçalves Leite
Este livro que apresento Num reponte de memória, Retrata o marco da história Do pampa meridional;
João Pantaleão Gonçalves Leite
Num recanto bem distante Esquecido da cidade, Um vivente na ansiedade Resolveu laçar um trem;
João Pantaleão Gonçalves Leite
Em dia de marcação Rodeio guapo gaúcho, Agüento firme o repuxo Na hora do tempo feio,
João Pantaleão Gonçalves Leite
Amigo Chega p’ra cá Puxe o cepo, te abanca, Descansa essa perna manca Que tanto andou pelo pago,
João Pantaleão Gonçalves Leite
Lagoa Vermelha querida, Cidade que eu tanto adoro, Faz anos que te conheço, Faz anos que te namoro.
João Pantaleão Gonçalves Leite
Nasceu envolto aos pelegos Num rancho de pau a pique Cria do preto Manique Gaúcho por excelência,
João Pantaleão Gonçalves Leite
Filho dileto te apeia Boleia a perna no pago Venha sentir o afago Deste recanto fraterno;