Arroz de Carreteiro
Iberê Machado
Prato simples que sustenta, O arroz de carreteiro É rude manjar campeiro Com sabor tradicional.
10 poesias
Iberê Machado
Prato simples que sustenta, O arroz de carreteiro É rude manjar campeiro Com sabor tradicional.
Iberê Machado
Sinal sete sete quatro. Marca jota-cê barrado. Meu pingo baio gateado Tapejara da fronteira.
Iberê Machado
Pra fazer o mate amargo, Erva nova de primeira. Uma bomba, uma chaleira, Uma cuia bem curada.
Iberê Machado
Cruzeiro alto já trocou de ponta A lua monta o céu da serrania Atiço as brasas, madrugada fria Saudade é tanta que já não tem conta
Iberê Machado
Meu baio Florão de Tropa Sabe o rumo do cambicho E leva o trecho a capricho Na sua marcha andarilha.
Iberê Machado
Pilchas e arreios, o meu lenço bem atado. De rédea curta, o meu tobiano rosilho Conhece trilhos, hoje em dia, onde um gaúcho, Mesmo sem luxo, ainda andeja no lombilho.
Iberê Machado
Garoa guasqueada Na tarde de agosto. Os pingos no rosto, Pé firme no estrivo.
Iberê Machado
Rio Grande, confiante Trincheira Brasil. Arado e fuzil Da união nacional,
Iberê Machado
Patrão Grande das alturas, Dono da Estância de Céu. Humilde, eu tiro o chapéu
Iberê Machado
Madrugadita, vou de-a-cusco e de-a-cavalo Cortando campos nevoentos de umidade. Tropeio sonhos bons e, ao léu, espanto os malos Deste meu peito, parador de mil saudades.