Marca Gaúcha
Na pampa grande do Sul Lá por mil e setecentos.
Quando esta etnia, No seu ventre crescia.
Homens feitos, a ferro e fogo, Moldando: Forjando matrizes Buscando: evolução das raízes.
No horizonte da raça O gaúcho sentou praça, Com estirpe de monarca. Foi cortando esta saga, A fio e prancha de adaga Redesenhando a própria marca.
Ergueu no Sul, fronteiras A patas de bagual. Mistura principal, Para esta formação. Fes do lenço, bandeira, Da crença peleadeira, O amor a terra; revolução.
Nas veias deste organismo Correm coloradas lembranças De antagônicas lanças Guardadas, amigas, e mansas.
Hoje, meu companheiro, Que pode dizer do destino? Deste guerreiro teatino, Que vive solto das patas.
Se me permites, lhes digo. A todos que aqui estão, Que o gosto a tradição, Deste Estado, quase um país... Onde o gaúcho é feliz, Por ser dono do seu cão.
Aqui na pampa terrena, com espaço definido. Segue cantando versos e, Guitarreando canções, Livres, rumo ao infinito Para o rodeio das ilusões.