Alma em Verso
Poesia

Sem Relho

Zanildo Barbosa Nascimento

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As vezes olho meu pai Falei tanto do meu pai que busca no horizonte. que até esqueci a rainha. Os vultos de três anteontem A minha doce mãezinha por certo seus ancestrais. que nos criou comovida Imagens que eu jamais chora sempre em despedida. imagino como são. Mas tem coração de ouro Um marco de tradição pra mim ela é um tesouro na busca dos ideais. Como ninguém tem na vida.

Vou me chegando pra perto A vocês eu agradeço pra ver se ganho um colinho. terem me dado atenção. Pois, sinto ele tão sozinho É falto de educação e tão distante de mim. e essa eu não quero ter Meu mundo não vejo assim pois é preciso prever Não tenho preocupação que a vida dá, nega e tira. Nem eu, nem meu irmão, quem conta e prega mentira, que acha que tudo é o fim. Só com Deus vai se entender.

Na figura do meu pai Quero ser como meu pai, tenho muito me espelhado, minha mãe e meu irmão, deixo meus burros de lado quero ter no coração toda vez que ele me ensina. esta pequena conquista. E o meu sonho determina Quero gente que me assista Eu viver no seu costado vendo eu cantar meu Rio Grande estes momentos dourados sem ter ninguém que me mande de ser a sua menina. Este é o meu ponto de vista.

E quando vou ao colégio Eu quero crer no Rio Grande eu caminho devagar e acreditar na esperança, e pra a rua atravessar, vou deixar de ser criança não vou metendo os bedelhos e um dia vou ser adulta, com meu pai não tem de relhos e também quero ser culta. Nem mesmo de xingação Formando minha opinião Meu pai é mais coração falarei de tradição e eu aceito os seus concelhos. Sem precisar de consulta.

Me perdoem a pergunta Mas hoje sou a semente Mas vocês também tem pais? Que germina sobre a terra, Garanto que não são iguais, sou o afeto que se encerra nem parecidos com o meu parecendo não ter fim. Somente quem conheceu Sou as flores do jardim esta figura imponente enlaçados pelo amor. não ficará indiferente Eu sou a querência em flor, com o pai que tenho eu. e isto chega pra mim.