Um Amor Talvez Impossível
Sempre lembram das histórias de amor... Das bonitas. Mas e as que trazem dor?
É tão lindo e glamoroso Ver Romeu e Julieta, Mas e se são duas princesas Porque se vê tantas caretas?
Quando o amor é vivido livremente, O copo não bate no dente. Mas quando esse amor é escondido, Não é amor... É choro entalado na garganta, é o pranto que verte e nos maltrata, é o momento esperando ser vivido.
A demonstração de afeto Não deveria ser algo indireto, Deveria ser forte, como as ondas do mar Limpo e puro como a água cristalina, E transparente como a brisa da manhã.
Por que eu amo tanto ela? Não seria mais fácil deixá-la? Por que ela é tão inteligente? Porque ela é tão bela? E não fosse assim apenas, atraente, Ainda seria um amor atemporal.
Como sonho segurar a sua mão E sai por aí a caminhar, Mas se chego a seu lado, a vergonha, Toma conta e não me deixa respirar.
Se não existisse o tempo O proibido duraria pouco, E a eternidade da espera, Enfim, teria fim.
Mas e no correr das eras Se ela se cansar? Ela vai e eu vou ficar...
Faria tantas loucuras Para tê-la junto a mim, Até secaria o mar, E cruzaria o universo Do começo até o fim.
Se eu soubesse que este dia É o derradeiro, juntas, Eu me faria tantas perguntas? Ou diria "sim" a tudo o que não fiz, Por medo de julgamento? Que fiz só em pensamento.
Por que há no mundo tanta maldade? Porque a o amor de duas princesas Causa tanta infelicidade?
Te espero, No universo perdido Do meu coração. Nem que seja no infinito, No pedaço mais bonito, De uma próxima encarnação.