Revisando o Agosto
Um resto de tarde mansa com soluços de invernera, Vem aos olhos do agosto a fumaça dos galpões Vem também destes seus olhos os corações da saudade Quase sempre é nos agostos que os humanos sentem O gosto destas suas soledades Porque os olhos do agosto, a fumaça dos fogões Retomam paixões antigas de agostos de outros galpões
Trazendo nos seus pertences as mesmas canções Dolidas nas cordas de um guitarron. Então um xxxx de ausência Porque alguém se ausentou Porque alguém se fez proposta de remecher na saudade De revisar provisões de utensílios pra coragem De reinventar a ternura porque alguém se fez viagem E os punhais da solidão se mesclaram ao mês de agosto sem jujos para o coração.
Outros agostos virão com pretensão de luzeiros... ... os luzeiros do setembros tem os olhares da flor e os remédios da dor Para os agostos caborteiros