Faca
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Faca - amiga de todos os momentos, de tantas utilidades e misteres e também dos mistérios da campanha... Instrumento banal do cotidiano, fonte das alegrias e tormentos...
Com o bambu que cortaste foste lança, atada à sua ponta com bom tento, que tiraste do costilhar de um couro bem! Instrumento selvagem da degola quando chega a hora cruel de ajustar conta!
Usada para coçar o fio do lombo, pra palitar os dentes do teu dono, depois de ter limpado outros lugares, de servir de ferramenta de trabalho e completo talher - colher e garfo...
Eras como um cabide na cintura, onde o farrapo pendurava o mango, até as esporas e buçal com o cabresto, como te fez de gaucho para a honra em ti pendurou a vida muitas vezes...
Não eras provocante como a adaga! Mais modesta afinal, trabalhadeira, não pravas na lida o dia inteiro, pra corear, pra carnear, pra fazer lonca, tinha glória na mão de um bom guasqueiro...
Mesmo os guris não te deixavam nunca, embora aí tu fosses apenas a xerenga.... Cortaste desde a alvorada até o sol pôr. E em muito tronco de ombu e cinamomo Misturaste marcas de gado e as de amor.