Galpao do meu Interior
Quando! te olho galpão. Me agarro, na mão do vento, E me desprendo em pensamento, Recordo, o rancho onde cresci, Com os meus pais e irmãos vivi. As lições da vida fui aprendendo, E aos poucos compreendendo, Essa estória que escrevi. No reponte das lembranças, Olho! Pra esse fogo de chão! E lembro, do velho fogão! O timbó verde que queimava, Minha mãe! Ali estava. Junto aquela fumaça ardida, Fazendo de novo a comida, Pra mais um filho que chegava. Meu pai! Índio mui guapo! Herdeiro farrapo! De pura cepa missioneira! Honestidade. Sua bandeira, Mesmo nos momentos de amargura, Agüentou com bravura! Pois é um gaúcho de primeira! Minha mãe! Uma sabia professora! Ensinou o povo da cidade e da lavoura, A ler e a escrever, Na linguagem desse viver! Também foi oprimida! Mesmo assim, mamãe querida! Nos ensinou a crescer! Por isso galpão! Depois, das lembranças! Com minha prenda e as crianças. Meus pais e meus irmãos, Sinto-te, em minhas mãos. Lembrando nosso CTG de capim! Feito mais ou menos assim, Pra preservar a missioneira revolução!